Arquivo de fevereiro, 2003

Esse tal de Carnaval

Como diria um amigo meu: Pois é.
Eu estava evitando, muito porque não sabia o que falar, mas também porque tantas pessoas falaram e ainda falarão deste tal de Carnaval, que eu já nem sei se o assunto pode ficar interessante em plena sexta-feira pré-carnavalesca.
O interessante do Carnaval é a manutenção de uma tradição pagã através dos séculos, por um povo absolutamente cristão. Ou você acha que na China ou na Grã-Bretanha existe carnaval? Tá, deve até existir, hoje, mas por causa de algum brasileiro que deve morar por lá.
O Paganismo se espalha por toda a parte. A celebração da carne e do prazer ficam evidentes nas roupas, nos olhares e no cheiro; sim porque o carnaval tem um cheiro. Na minha memória mais antiga e também na mais recente, o cheiro do carnaval é o cheiro do lança-perfume. É lança-perfume, aquela brincaderia que virou coisa séria de um ano para o outro só porque alguém inventou de inalar uma coisinha que era pra espirrar.
– Pará pará pará parááá ……….
Engraçado dessa época do ano é que as pessoas ficam muito mais abertas, extrovertidas do que no resto dos 360 dias, como se existisse uma data marcada para trancar seu superego no banheiro ou diluí-lo em álcool e sair por aí.
No Carnaval “… ninguém é de ninguém…” – como diria uma das falas do filme “Bonitinha mas ordinária” – e o mais interessante é que a festa transformou-se em um imenso palco nos chamados sambódromos mas não perdeu a pequeneza e simplicidade das festas de salão e de rua. Convivem ambos os estilos para que você opte e caia no Carnevale (dialeto milanês que significa: “o tempo em que se tira o uso da carne” – que apropriado!).
– Pará pará pará parááá papararararáá ……….
Por incrível que pareça ser esse, o melhor dos mundos, ainda assim, há aqueles que se negam a participar e mais, dizem não gostar de tal festividade; só admitem se for pelo longo período de descanso. Das carolas tudo bem, afinal uma festa pagã …….. .
– Pará pará pará parááá papararararáá ………. Eu diria que o Carnaval deveria entrar como … pará pará pará parááá … como uma prioridade na vida das pessoas e pelo menos uma vez, “pular” devidamente a bacante festa popular brasileira, o que é estranho se você pensar que esta é a mais evidente … pará pará pará parááá … a mais evidente herança recebida pelos povos do novo continente, daqueles que foram o pilar das civilizações. E no mais, … pará pará pará parááá … e no mais os únicos povos a comemorar devidamente tal festa, somos nós: os “países crianças” do planeta Terra.
– Pará pará pará parááá papararararáá ………. bom carnav …………………….

Falando com Veríssimo

“O mundo é estranho, mesmo. Não e lógico, quer dizer, existem fenômenos que são inexplicáveis, não fazem sentido. Acontecem de uma hora para outra com as pessoas erradas, no lugares errados. Um deles me aconteceu na semana passada.

Estávamos em quatro almoçando em um restaurante muito chique, La Colombe D’or, encostado em uma cidadela medieval chamada Saint Paul de Vence que foi conservada e transformada em um centro comercial e cultural, com galerias que entre outras obras comercializam Picasso.

A historia não e tão longa quanto divertida. O exibido do Gravatá (um novo amigo, ótima pessoa, mas muito exibido) estava inquieto, não conseguia parar quieto. Foi quando ele falou:

– Ah, eu preciso ligar para ele.
– Ele quem Gravata?
– O Veríssimo.
– Hahahaha
– É verdade.
– Fala serio. Luís Fernando Veríssimo?
– O próprio, quer ver?

E o baiano sacou o seu computador pessoal e ficou lá procurando o numero. Encontrou, discou o seu celular GSM, lógico e começou a falar. Antes falou com a mãe dele, “”uma graça de senhora”” e depois com o próprio. Eu estava achando muito divertido o fato de estar na frente de alguém que falava com Veríssimo, o Veríssimo. Só não imaginei qual seria o próximo golpe.

– Pera aí que uns amigos meus querem falar com você. Pega Murilo….fale rapaz.
– Não não
– Fale menino.

Muita atenção nesse momento. Eu falei com o Veríssimo e olha o vexame:

– Ga ge uh uh
– Alo
– Alo
– Quem fala?
– É o Murilo ga ge oh uh, eu sou seu fã, digo, eu e uns amigos, digo ga ge iou, temos um site…..
– Muito Obrigado. É bom ouvir isso.
– Ga ge iou..um abraço

Tudo errado, eu não estava preparado, sou o único dos cronistas que não quer ser ele quando crescer e ainda por cima dou esse vexame. Realmente eu nunca acreditei que poderia dar tudo tão errado ao falar com Veríssimo.”

Em Mônaco

“Eu não sou fanático por carros, Fórmula 1, motores, cavalos e essas coisas. Mas acho legal, era fã do Senna, o preto básico. Nada comparado ao Ricardo e ao Kris que além de maníacos são especialistas no assunto. Pois bem, mas uma vez o mundo e suas esquisitices. No mesmo dia em que falei com Veríssimo, fomos para Mônaco, porem éramos apenas 3. Uma já havia percebido que dirigir não é meu forte.

A viagem para lá e muito bonita, mas não sabia o que ia encontrar, afinal Mônaco é menor que Ituverava, ora pois. Durante o percurso falávamos muito da pista de corrida, o quanto ia ser legal dirigir lá.

Chegamos a Mônaco e logo fomos em busca da pista:

– Cadê a pista?
– Segue as placas para o Cassino.
– Estou seguindo?
– Apertada essa cidade não?
– E um principado.
– Sei.
– Olha, foi aqui que morreu a Grace Kely
– Quem?
– Como quem? Você não sabe que é Grace Kely? Morra com dor.

Logo após a longa aula sobre toda família real, os descendentes, os casamentos, e as traições, chegamos ao Cassino. Muito bonito, haviam muitos japoneses na frente dele tirando milhões de fotos, mas ainda assim muito bonito.

Depois continuamos o caminho e demos de cara com a curva da ferradura. Nesse momento eu desliguei da realidade, uma coisa bem louca, e disse para mim mesmo:

– Animal, vou fazer igual na corrida!

Eu reduzi a marcha acelerei, abri e quando fui fazer a tangência fui bruscamente interrompido.

– Ahhhhhhhhh seu louco, você esta na contra mão. Cuidado com o Mercedez que vem aí.
– Ops.
– Desvia.
– Ops.

Realmente, não da para dizer mais nada, só: ops”

Minidramas

Pour Elise
– Tã… nanananã-nanã-nanã…
– Ei! Vê um gás pra mim.

Todo dia a mesma ladainha. Acordar às 5, colocar o uniforme, e tocar a caminhonete pelas vielas do bairro.

– Lá vem o caminhão de gás de novo… ninguém muda essa musiquinha?
– É impossível, é irritante.
– Como o cara consegue ficar dentro do caminhão?

Mas Ludovico nem ouvia mais a canção. Só pensava em carregar o menos possível de botijões. Um dia, ele pegou sua filha pelas mãos e foi até o Ibirapuera. Caminhar, respirar ar puro, essas coisas. Uma orquestra executava peças famosas de Beethoven. Ele foi se aproximando do som. Pour Elise. No seu coração, sabia que nunca tinha ouvido coisa tão bela.

No dia seguinte, pediu demissão e foi trabalhar num supermecado.

Preso
Fechou as mãos em concha, ligeiro. Conseguira! Ela estava lá, sentia as cócegas. O menino correu pela casa, cuidadoso com o seu prêmio. Achou um pote de vidro aberto no quintal. Pensou que agora poderia cuidar do seu mosquitinho como um troféu: olhar para ele o dia todo, zumzum bonito. Um bichinho só seu. Na segunda-feira, mostraria para seus amiguinhos. Ninguém tinha conseguido capturar uma mosca. Nunca. Devagar, ele foi fechando os dedos em funil, para que ela entrasse no vidro sem escapar. Mas o que caiu foi só uma pedrinha alada, sem vida.

Choveu o final de semana todo, e o menino não pôde sair para brincar.

Ocupação
Desligou a tevê de repente. Foi até o quarto, abriu todas as portas do armário. Camisas, meias, roupa suja, sapatos, documentos, travesseiro. Amontoou tudo no meio da sala. Pegou uns desodorantes no banheiro. Iriam ajudar. Por cima, jogou talheres, pacotes de macarrão pela metade, garrafas de Merlot que nunca foram abertas. Da cozinha, trouxe também uma caixa de fósforos. Acendeu o palito com a mão direita, com a esquerda fez uma concha. Jogou na pilha, mas a chama se extinguiu. Olhou para a sala bagunçada, o seu dia-a-dia todo empilhado. E começou a arrumar, coisa por coisa, tudo o que estava ali.

Finalmente, tinha encontrado o que fazer no domingo.

Meio-amargo
Depois de anos de pedidos, Cláudio chegou em casa com rosas e bombons. Era a primeira vez, depois do casamento. Marcela olhou tudo aquilo e lembrou que os dois estavam bem. Aquilo não era uma justificativa. Não era um pedido de desculpas, muito menos uma traição. Os dois estavam tão sintonizados que ela tinha se esquecido de pedir por mimos assim. Cláudio contente. Ela percebeu que, agora, não faltava mais nada para cobrar dele. E ele nunca poderia ter imaginado que o fim chegaria desta forma. Mas pressentiu, quando ela quase chorou ao morder o chocolate meio-amargo.

Sete sete sete
Naquela noite de sábado, Amanda se ajoelhou no chão para pegar os cacos. Três copos (um de requeijão), um pires, dois pratos, e, agora, a saladeira. Era a sétima peça de louça que ela deixava quebrar naquela semana. Sempre depois do jantar, sempre sozinha. Enxugava a louça pensando no que tinha acontecido. Ato falho ou proposital, o ruído do vidro quebrando servia para quebrar seus pensamentos recorrentes. Mas ela tinha entregado os pontos. Chorava, fragmentada que estava. Pegou o maior caco e foi até o quarto. Desistiu de se cortar. Jogou tudo no espelho. Sete vezes sete, o seu reflexo se desfez em pedaços. O azar multiplicado muitas vezes. Mas Amanda sabia que a dor absoluta não tem medida. E sorriu.

O crime da perseverança

Sucursal – Rio de Janeiro

– Camile Vitória ………. não, filha de quem é ……… carta marcada.
– Yasmin Brunet ……… muito velha.
– Já sei, vamos usar a Sheila Carvalho.
– Cara, você enlouqueceu de vez? Olha a idade da mulher?
– Eu sei, eu sei, mas tá na moda esse “lance” meio retrô quem sabe a gente não consegue emplacar ela de novo.
– Não sei não. Depois do décimo primeiro eu acho que ela perdeu um pouco o rebolado, sabe como é ……… os médicos são bons, mas o tempo é melhor.
– É, mas a Luize ainda tá no mercado.
– Quinhentos mil dólares depois, até eu sairia na Beija-flor daquele jeito!
– E a Miss Brasil? A gente poderia fazer um com todas elas, o que você acha?
– Não dá, você sabe muito bem que depois do último Big Brother Brasil ninguém mais sabe quem ela foi ……. como era o nome dela mesmo?
– Tá entendi ………. mas porque ela ficou daquele jeito? Eu não lembro, você lembra?
– Claro! Foi o maior caso de ciúme do país. Inconformada com toda a situação que ela foi exposta, a mulher partiu pra cima daquela mina que ganhou ……… como é o nome dela?
– Da Juliana?
– Isso. E aí foi aquela loucura até prenderem ela e internarem.
– É ……..
– …
– Mas assim a gente fica sem opção?!
– Eu sei que é difícil, mas uma hora tem que sair.
………….
– Com licensa, o Sr. pediu um cafézinho?
– Claro pode deixar aí mesmmmmm …………………… qual o seu nome?

Previsões

Pode-se dizer que cada um de nós nasce com um dom. Há aqueles que sabem jogar futebol, outros plantam bananeira e ainda há aqueles que escrevem crônicas (não que eu seja um deles). Mas o fato é que Caroline nasceu com um dom especial: enxergar o futuro. Não como aquelas cartomantes enganadoras ou aqueles astrólogos que prevêem o óbvio. “Sinto que você tem um problema em seu caminho”,”Se você não tomar cuidado, algo ruim pode acontecer com você” ou “Alguém se apaixonará por você”. Ah, paixão! É esse o tema desse texto. Caroline previa mesmo o futuro, pelo menos previu a sua paixão.

Uma breve explicação sobre o dom de Caroline (ou apenas Carol). Suas previsões eram, diferentemente da maioria dos que dizem predizer o incerto, extremamente claras e precisas. O problema é que eram completamente aleatórias e fragmentadas. Não conseguiu prever que sua irmã passaria no vestibular, mas em compensação, sabia que no dia da prova ela sentiria vontade de ir ao banheiro exatamente 3 vezes, indicando inclusive os respectivos horários. Muitas vezes eram previsões absolutamente cotidianas, como a música que tocaria em seguida na rádio ou então sobre que roupa a Marcinha estaria usando amanhã. Outras vezes eram visões tão fragmentadas que ela não conseguiria interpretá-la, até que tal fato se concretize. Mas errar, nunca errava.

Sua sina começou aos quinze anos, quando ela teve uma visão. Dessa vez uma visão nítida e fundamental para sua vida. A visão da pessoa que seria a paixão de sua vida. Tinha certeza. Não sabia quem era, o que fazia, quantos anos tinha, quando iria conhecê-lo, mas sabia que seria uma paixão devastadora. Carol tinha uma vantagem sobre todos nós, pobres mortais. A cada minuto, a paixão de nossa vida pode passar despercebida por nós. Com ela não isso nunca aconteceria. Cada traço de sua fisionomia estava impressa em todo canto de sua memória.

Carol iniciou a busca por tal homem. Procurava pelas ruas, sem nunca o encontrar. Não conseguia manter nenhuma relação estável. Tinha medo de se apegar demais. De se entregar totalmente. Afinal, seu príncipe encantado poderia aparecer em qualquer instante. Sabia que ele apareceria. Tem que aparecer para tirá-la dessa sua infelicidade. Vai aparecer. Nunca errava.

É hoje! Acordou Carol com essa certeza. Tirou o melhor vestido, passou o melhor perfume e saiu confiante em finalmente encontrá-lo. É hoje! Nunca errava! Ansiosa, caminhou até o trabalho distraidamente até trombar com alguém. Era ele! Sim era ele! Suas pernas tremiam, sua garganta secou, seu coração ecoava de emoção. Isso é paixão? É paixão! Era exatamente como previu. A mesma fisionomia com que sempre sonhava.

– Você está bem? – Ele perguntou.
– Sim… er… Claro… – Balbuciava Carol.
– Certeza? Você não parece muito bem.
– Não, não… É apenas nervosismo… Eu… É que…
– Relaxa, não foi nada.

E assim, ele a deixou. Ela apenas sentou na calçada e chorou. Uma paixão avassaladora tomou conta de seu ser. Paixão por toda vida. Nunca mais o viu. Nunca mais o esqueceu. Nunca errava.

A Melô do Mocotó (para se ler cantando … ou chorando)

Batida de Pancadão 01

Fui convidado pruma festa mas estava só o pó,
Eu tava muito gripado, delirava, dava dó !
Minha mãe falou que tinha remedinho, daqui ó !
Era só experimentar, geléia de mocotó,

Mocotó, mocotó, mocotó, mocotó, eu estava só pó,
Mocotó, mocotó, mocotó, mocotó, geléia de mocotó,

(repete o refrão e Virada para batida Pancadão 02)

Da minha gripe eu fui sarado
E para o baile arrastado,
Meus amigos espantados,
Não sabiam que eu só …
… Só estava bem alí
Graças à geléia de mocotó !

Mocotó, mocotó, mocotó, mocotó, eu estava só pó,
Mocotó, mocotó, mocotó, mocotó, remedinho daqui ó!
Mocotó, mocotó, mocotó, mocotó, falei pra gripe: Aqui ó!
Mocotó, mocotó, mocotó, mocotó, geléia de mocotó!

(break da batida para o MC entrar rimando)

Minha mãe é legal, minha é 1000 grau
Se não tou legal, tomo melhoral
Se não fico bom, eu saio do tom
Não tiro o meu, pijama marrom

(volta pancadão 01)

Vamo lá, vamo lá, vamo lá, vamo lá, geléia de mocotó,
Vamo lá, vamo lá, vamo lá, vamo lá, o meu pijama marrom!
Vamo lá, vamo lá, vamo lá, vamo lá, a minha mãe é 1000 grau,
Vamo lá, vamo lá, vamo lá, vamo lá, é o funk do mocotó!

Surrealismo as duas e meia da manhã

“Duas e trinta da manhã. Eu estava dormindo, lógico. Toca o telefone do quarto do hotel. Eu demoro para acreditar que é verdade, deve ser alguém do Brasil. Alguém sem nenhuma noção de fuso horário. Deixa eu atender.

– Alo.

Uma voz de mulher rouca diz:

– Preparado para mais uma emoção.

Primeiro eu pensei, que brega, ninguém mais fala isso. Depois eu me toquei que algo havia acontecido.

– Que foi?
– Minha bolsa.
– O que é que tem ela?
– Ficou lá?
– Lá? Onde é lá?
– Na esquina do Gato?
– Esquina do gato?? Ah a balada. Você foi na Balada?
– Você pode descer?

Pensei, olhei para a mala toda arrumada. Pensei de novo.

– Espera uns 20 minutos.

Eu desci e lá estava ela brigando com o concierge do Hotel.

– My bag is there. They won´t give my bag back.
– Lady, please, just pick your passport and go back there.

Eu educadamente interrompo os dois:

– Que merda é essa?
– Eu não entendo o que ele fala?
– Eu também não quero saber, agora vê se pega o seu passaporte logo.

Ela se foi. Eu sentei no lobby, olhei para o concierge e disse: Surreal. Ele levantou os ombros e foi embora.”

O Meu Próprio Ranking de Seriados

Olá a todos! Quanto tempo hein? Pois é, aproveito essa semana para voltar e tentar escrever (isso é se ainda conheço alguma palavra do nosso vocabulário, já que estranhamente me pergunto sobre como se escrevem todas as palavras que eu conheço… bom, é melhor não entrar em detalhe, pois posso acabar entrando numa síndrome gramatical crônica e não conseguir mais sair dela).

Bom, desde o ano passado, venho pensando em algo muito bom. Vi diversas vezes, enquanto aproveitava o aconchego do lar (salve o professor “”Zé””, pessoa que eu já odiei, algo realmente difícil de acontecer), o fantástico canal de televisão que diz muita coisa mas não acrescenta nada “”E!””! Eu gosto desse canal, assisto “”Wild on”” sempre que possível e sempre que não é reprisível!

Bom, mas não é esse programa que interessa, mas sim o “”Rank””. Sim, o “”Rank””! Vi ranks de diversas coisas, como a pessoas mais rude de Hollywood, assim como o mais poderoso, a loira mais bonita e, finalmente, a melhor série! Bom, todos os rankings passaram, até cutucarem minha ferida?: serie (ou seriado, como preferir), eu adoro isso! Novela são para fracos mortais que tem uma facilidade enorme em entrarem no vício dos capítulos, até uma cena acabar no topo do suspense e você não agüentar 24 horas para ver sua continuação. A série não, a série é muito mais que isso, não é um vicio, mas sim uma vida! A necessidade não é de acompanhar uma mísera cena do capítulo anterior e saber como irá continuar, mas sim acompanhar a vida dos personagens, sem ter uma ligação obrigatória entre um capítulo e outro, mas sim um desejo enorme de ver os personagens novamente, como se fossem seus amigos mais próximos e, podendo perder um capítulo (isso é muito triste) e poder assistir a um outro e entender tudo. Ah, como eu adoro seriados, mas tenho que confessar, já gostei muito mais de séries, ou melhor, gostar não é a palavra ideal, mas sim acompanhar. Dos meus 13 anos pra cá, faltou tempo para acompanhar, mas sobrou vontade.

Bom, vou aqui aproveitar essa oportunidade para fazer uma homenagem aos meus queridos seriados e fazer um ranking, o meu ranking! Claro que o meu ranking é um pouco mais modesto e será dividido em duas partes, já que boa parte de minha infância e adolescência forma marcadas por séries, tenho, porque tenho, que citar séries daquelas épocas! Então vamos assim, da décima à sexta posições, serão séries que marcaram minha vida quando eu era jovem. Do quinto ao primeiro serão séries que marcaram a minha vida, até hoje e, possivelmente seguirão comigo.

Bom, em décimo lugar vem uma série que não sei o nome. Isso mesmo! É tão antiga e faz tanto tempo que eu não vejo que me esqueci, só sei que era fantástica! Se passava numa escola típica americana e o nome era “”próximo”” a “”Uma galera da pesada””. Me desculpem se está errado, mas o que vale é a intenção. Se uma referência maior for importante, tinha um nerd magrinho, um cara muito forte, um loirinho e uma menina… a Kelly, que também fez Barrados no Baile, substituindo a Brenda.

No nono lugar fica uma série de quando eu era muito pequeno e adorava, e acho que todos lembram: “”Armação Ilimitada””! O que era aquele Chefe? E o Bacana? O Luba e o Juba? Sensacional, desde então tenho uma vontade louca de pular de Asa Delta. Na minha humilde opinião, foi uma das melhores séries de TV feitas no Brasil até hoje.

Ah o oitavo lugar… era uma série bem bobinha, mas muito legal. Eu era muito pequeno mesmo, deveria Ter uns 7 ou 8 anos quando passava. Era a “”Super Vick””. Eu adorava! Achava sensacional o fato de ela dormir de pé e no armário! Pode?

Bom, tenho que ser breve, senão você não vai ler toda esta crônica. O Sexto lugar também marcou a minha infância, e, por mais que alguns digam que sou retardado, de vez em quando, depois do almoço, ainda vejo, é o “”Chaves””. O seriado mais antigo de minha lista, mas eu acho muito bem feito para a época. A ingenuidade e a simplicidade de como a vida é tratada nesse seriado me conquistaram. Não riam, mas cheguei a chorar em alguns episódios, como o do Natal.

Fechando a minha “”primeira fase””, mas já na adolescência, vem o famoso e glorioso seriado “”Barrados no Baile””. Duvido que exista uma pessoa que jamais tenha se inspirado em algo que viu naquele seriado. Aliás, tudo começou num filme, que sinceramente, eu vi mas não me lembro de nada.

Vamos entrar na faixa dos cinco primeiros! O quinto colocado é um seriado relativamente novo e que em conquistou muito facilmente: “”That’s 70th Show””! Esse seriado é fantástico! É irônico, é (desculpe o termo) mijante de rir! Situações cretinas de adolescentes ingênuos que bancam os espertos. A relação deles com os pais também é um espetáculo!

Bom, o quarto lugar é um seriado que limpa a minha mente, que me deixa bem e feliz! “”Friends””! Isso mesmo, adoro o Joe e acho a Rachel linda, fascinante! As situações cotidianas e o mergulho nos detalhes de algumas situações, ironicamente retratadas, me fazem adorar o clássico!

Já o terceiro lugar não tem como explicar. O seriado se passa numa década de uma pequena sociedade, dentro de uma pequena cidade, com ênfase na vida do personagem “”Kevin Arnold””! “”Anos Incríveis””! Esse seriado deveria ser muito mais divulgado do que foi. Assisti ele na Cultura e depois no canal 21. É uma pena que não passe na TV aberta hoje em dia, pois indicaria todas as lições de vida que Kevin me ensinou a praticamente todas as pessoas que conheço e, é uma pena que muitas dessas pessoas nunca tenham ouvido falar na série. Foi, sem dúvida, a série que mexeu com os meus sentimentos mais íntimos.

Em segundo lugar vem uma série que poderia estar muito bem em primeiro e, é o que eu mais gosto de assistir na televisão: “”Os Simpsons””! O melhor desenho de todos os tempos! Sem dúvida, nada ironiza mais o cotidiano de vida americano com tiradas espertas e detalhes dos detalhes que quem entende e conhece, pensa em coroar seu criador como o rei da televisão mundial e gênio comparado ao Einstein! Bom, talvez um pouco menos. Aliás, só não ficou em primeiro lugar, pois espero que essa série jamais acabe, sempre melhorando muito para que eu possa justificar sua ida para um possível futuro primeiro lugar! “”Homer J. Simpson””, se você existisse, com certeza eu iria te achar aonde quer que você estivesse, para pedir um autógrafo. Sua simplicidade para definir algumas coisas explicitamente importantes é sensacional! Do que estou falando? Claro que Homer existe! Quem, se não ele, iria praticamente triplicar o seu peso para poder trabalhar em casa? Ele é praticamente um rei! Podem ter certeza, se me largassem em Springfield, iria chegar facilmente na Igreja, no bar do Moe, na escola e na casa dos Simpsons!

Com certeza se “”Al Bundy”” estivesse lendo essa crônica e visse que a série “”Uma Amor de Família”” (“”Married With Children””) a energia acabaria e ele não conseguiria ler a crônica por inteiro, ou tudo não passaria de um sonho, como o episódio que ele conversou com o todo poderoso (supostamente, mas se você assistir esse episódio verá que não é nada disso) e resolveu fabricar os seus sapatos. Nossa, Al é, sem dúvida, o frustrado de maior sucesso dos seriados. Ele nunca, mas jamais, se dará bem no final de um episódio (a não ser que seja contra sua vizinha, Marcy Darcy, mas mesmo assim, com alguma boa seqüela para Al, como no episódio do supermercado). Al era um saco de pancadas fantástico. Aliás é, pois mesmo a série tendo acabado, ele vive no coração de seus fãs! Não posso esquecer da Peg, uma mulher imprestável, Bud e Kelly, filhos desleixados, fechavam a família mais relaxada da América. Ri muito com eles, aliás, devo Ter vivido uns anos na casa deles, pois assistir “”Uma Amor de Família”” era algo condicionado à minha existência.

Bom, é isso. Acho que da próxima vez vou fazer um ranking de futebol. Quer dizer, melhor não. Tenho muito amigo palmeirense e isso não vai pegar bem.

Abraços a todos e até a próxima (Crônica)!

O Rei do Verão

“O Verão é uma época do ano que de certa forma me agrada e de certa forma me incomoda. Uma dualidade compreensível, afinal a moderação é uma virtude, acho. Mas esse verão certamente está mais incomodo do que agradável. Isso por que depois de muito tempo ele voltou na minha. Eu achei que nunca mais fosse sofrer tanto com ele, mas me enganei.

Tudo começou no litoral. Alugamos uma casa, com piscina, churrasqueira e tudo mais que pessoas de férias podem querer. Só não contávamos com a chuva. E como choveu. No verão sempre chove, lógico, mas não me lembro de um janeiro com tantos dias seguidos de chuva como este.

Até aí tudo bem, você consegue pegar uma praia com o tempo nublado, nadar na piscina e até fazer churrasco. Existem essas e outras várias maneiras de passar o tempo sob a ira de São Pedro. E você fica torcendo para que a chuva passe o sol saia o mais forte possível.

Pois bem. Esse desejo se tornou realidade. De um dia para o outro o sol saiu. Quente como nunca, sozinho no céu, sem nenhuma nuvem. Maravilha, as férias vão começar. Ledo engano. Foi aí que ele, o famigerado, apareceu com toda força, em maior número e incrivelmente resistente.

O pernilongo. Alias, milhares de pernilongos. Eu odeio pernilongos. Provavelmente grande parte das pessoas normais também.

Eles começaram a aparecer aos montes, na casa, na rua e até dentro do carro. Não havia veneno, ar condicionado ou paciência que matasse todos eles. Repelente então só se você tomar um banho, pois ao sobrar um espaço sem o produto, ele espaço será todo picado, sugado e inflamado. Nessa ordem.

A conclusão é triste porém verdadeira, se você acha que depois da chuva vai ficar como um rei tomando sol, é melhor pensar de novo. No verão, o pernilongo é o Rei, e nós somos o banquete real.”