Arquivo de janeiro, 2008

Memo

“Cancer free” era o que constava naquela singela tarjinha colocada diagonalmente na borda de cima da caixa do K1 kids. Foi seu primeiro brinquedo de verdade. Funcionava igual ao do pai só que era um modelo meio ultrapassado; somente os adultos podiam ter celulares de verdade e que, inevitavelmente, eram um pouco mais perigosos no que dizia respeito a emissão de radiação. Mas era igualzinho a um de verdade, teclas, toques, fotos; só que de brinquedo. Era assim que Romeu via: igual a um de verdade mas de brinquedo. Mas também pudera, o garoto tinha apenas 5 anos.

Até seus 8 anos eram modelos de celulares e laptops que passavam por suas mãos sem o devido cuidado afinal brinquedo estraga rápido, não é? Aos 9 ganhou sua primeira mini-DV com scan interno e impressão rápida; uma beleza! Seu contentamento não foi pouco e logo já tinha teras e mais terabites de momentos seus e dos seus colegas, momentos familiares, alguns inapropriados, outros divertidos, muitos intrigantes. Tudo catalogado e devidamente guardado no seu presente de 14 anos: um harddrive AMD DuocoreIntel SCX – 300 da Sony; 252 DECABITES de instantes deliciosos da sua vida.

O menino era um prodígio! Suas imagens e histórias ficavam cada vez mais detalhadas e sua impertinência em filmar começava a dar sinais de interferência nos estudos. Incapaz de se concentrar em qualquer aula ou professor por mais dinâmico e digital que fosse, Romeu não ia bem na escola. Aulas de video conferência com alunos de Harvard ou Cambridge eram meros passatempos em uma época que privilegiava o pragmatismo e o talento (talento aqui definido mais como dom e portanto inato, que qualquer outra possibilidade aprendida, afinal o garoto era praticamente incapaz de tal feito).

Romeu precisava mesmo era descobrir seu talento. Não podia se tornar mais um programador padrão da corporação, tendo seu dia filmado em um escritório, depois na rua e finalmente em casa; queria ele mesmo fazer as histórias, inventar, achar finalmente uma sala ou um lugar qualquer onde niguém pudesse filmá-lo e nem ele filmar. Um lugar onde ele pudesse simplesmente existir, sem precisar criar o próximo hit view do ustube.com fazendo alguma experiência genial com guaraná-cola ice ou sendo ridicularizado por não ter feito nada. Acordou numa quarta-feira de céu azul e se jogou de um precipício. Isso realmente aconteceu e tenho tudo filmado (por ele mesmo, é claro). Sucesso.

Casino Rurale

O cenário é magnífico. A perseguição, implacável. O barqueiro faz roncar o motor da lancha, deixando atrás de si um rastro de espuma. O timoneiro puxa o leme bruscamente, e a quilha da embarcação levanta uma onda que varre as margens do rio. Equilibrando-se como pode, o olheiro segue o fugitivo com seu olhar aguçado. Os três formam uma equipe plenamente integrada, pois são a mesma e única pessoa: o refinado, célebre e destemido agente intermunicipal 00Zé.

O Pantanal pode ser grande, mas o talento do nosso herói é maior. O fugitivo não tem como escapar, mesmo nadando debaixo d’água. Finalmente, ao cabo de diversas cenas de ação emocionantes, 00Zé consegue agarrá-lo. “Um pacu de dois quilos!”, exclama com orgulho. “Finarrrmente arrrguma coisa pra botá no isoporrr além do gelo”.

De volta à pitoresca pousada onde se hospeda, o agente tem pouco tempo para saborear sua vitória. O peixe na brasa ainda não está pronto quando o telefone toca insistentemente. O dever lhe chama, ou melhor, seu chefe, de codinome M, também conhecido por “Meu patrão”. O espião atende a ligação com o apurado senso de responsabilidade que o caracteriza: “Ara, chefinho, eu achava que o celularrr não pegava aqui em Mato Grosso”.

– Quem vai engrossá sô eu, si ocê num vorrrtá imediatamente pra cá. Já chega as trapaiada qui ocê fez co celularrr na úrrrtima aventura.
– Mas, chefe, e o meu pacu de dois quilos?
– Isso é peixe pequeno. Tamo careceno docê pra agarrá peixe muito maiorrr!

Não há instante a perder. 00Zé precisa comer logo seu pacu antes de partir para mais uma missão. Após uma viagem de somente oito dias e vinte e sete paradas para refeições, nosso agente chega à sede do MI 6 em Pirassununga. Na sala da chefia, ele ouve de M um resumo dos fatos. O famoso desserviço secreto de espionagem interiorana foi acionado por Bete Rainha, majestade da festa do caqui de Itatiba, para tratar de um assunto delicado. As autoridades suspeitam que um dos colaboradores próximos do alto escalão do governo esteja envolvido num esquema de facilitação do jogo ilícito. A Rainha solicitou que o melhor agente do MI 6 fosse destacado para seguir os passos do traidor. “Intão é pra gente se envolvê com jogo também, chefinho?”, indaga 00Zé, com sua proverbial sagacidade.

– Não, corrige M, é pra seguir literalmente mesmo. Quero ocê grudado na sola do suspeito!
– Vixe! Intão sô eu o melhorrr agente do MI 6!
– MI surrrpreende admitir, mas é. Num sei como qui ocê fez, mas inté agora concluiu todas as missões com sucesso. Fora que ocê é o único agente que os leitorrr já viro em ação. Mas pro tarrr do sucesso não lhe subir à cabeça, vô botá arrrguém pra te ajudá. Vamo chamá o Bento.
– Amém. Sabia que a Igreja ia tá do nosso lado.
– Não, seu tonto, não o XVI, é o Chico. Chico Bento. Ele é agente da CIA.
– Companhia Industrial Agroalimentícia, já ouvi falá. Ele vai me ajudá a encontrá o suspeito?
– Não, mas pode pagá um lanche procê si ocê tivé fome. Ele tá lhe esperando no Frango Assado da Bandeirantes.

Munido dessas preciosas informações, o espião se dirige ao laboratório para buscar os imprescindíveis apetrechos desenvolvidos pelo velho projetista Q, a quem nosso agente costuma chamar pelo codinome completo de “Que trem é esse?”. O trem, desta vez, é um disfarce composto por uma peruca loura e um par de lentes de contato azuis, acrescidos de músculos de borracha infláveis. 00Zé pergunta se foi ele Q bolou tudo aquilo, e o velho projetista responde: “Nada, reciclei uma fantasia de He-Man que comprei na 25 de Março. Mas isso foi em outros Carnavais. Esta missão agora vai ser um samba do crioulo doido. Se arrrguém te reconhecê, ocê vai dançá!”.

De saída, 00Zé passa pela sala de sua devotada secretária para lhe beliscar a bunda (toque cavalheiresco que o torna irresistível), e Deiz-Merréis, notando o acréscimo de volume na compleição física do seu agente predileto, pergunta: “Andou malhando, Zé?”.

– É, meu bijuzinho. Cansei de puxar ronco, agora tô puxando ferro.
– E essa peruca loira ridícula?
– Ara, inté esqueci que tava disfarrrçado! Como ocê mi reconheceu?
– São os óio do amorrr, meu fofo.
– Fofo memo, co esses músculo di borracha!

Ambos soltam uma gargalhada repleta de cumplicidade diante dessa demonstração recíproca da fineza de espírito cabocla, e nosso herói parte para uma aventura ainda mais nova, não sem antes beliscar novamente a bunda de sua secretária favorita (para não dizer a única).

No restaurante do Frango Assado, 00Zé reconhece Chico Bento graças ao chapéu de palha, marca registrada dos espiões do MI 6. Seu colega lhe transmite os últimos dados de que o desserviço secreto dispõe até o momento graças à sua rede intermunicipal de fofoca. O suspeito foi identificado: é Dudu Lambança, o marqueteiro do governo. Descobriu-se que ele é um agente duplo, até porque faz parte da natureza dos marqueteiros venderem-se pelo melhor preço. Ao mesmo tempo em que elabora as propagandas oficiais contra os jogos de azar, Lambança é proprietário de um jogo clandestino de rinha de galo, chamado Casino Rurale. Perplexo, 00Zé indaga: “Mas se ocês já sabem tudo, porrrque inda não pegaram o dito cujo?”. “Farrrta as provas”, responde Bento. “Essa é a sua parrrte. Ocê vai entrá lá e gravá tudo na filmadora”.

Tendo elaborado junto com Chico Bento um plano de ação, 00Zé se despede dele e parte para Monte Alegre a fim de localizar o Casino Rurale. A dissimulação dos bandidos não é páreo para os poderes de observação do astuto agente. O local de jogo clandestino é indicado por um imenso letreiro de neon animado que representa um galo bicando um saco de dinheiro. “Ara, tá pior que bingo. Imagine se não fosse proibido!”, exclama nosso herói.

Dentro do recinto, garçonetes vestidas de diminutos biquínis com adereços galináceos servem bebidas aos fregueses. A música ambiente, por algum motivo obscuro, é exclusivamente do Peninha. “Entrar foi fácil”, constata o espião. “Difícil vai ser sair”, completa, demonstrando sua larga experiência com assuntos penais. Carregando debaixo do braço a galinha de mentira que contém uma câmera escondida, ligada em tempo real aos monitores do MI 6, 00Zé se aproxima do cercado ao redor do qual os apostadores se aglomeram para acompanhar as lutas de galos.

“É por ali”, troveja uma voz atrás dele, ao mesmo tempo que um braço musculoso (que não é de borracha) agarra o seu, conduzindo-o em direção a um guichê sito na lateral do cercado. “Aí, inscreve mais um frango no ringue”, a voz pronuncia, enquanto seu proprietário faz menção a 00Zé para que entregue sua galinha ao funcionário. Este recebe o animal sem notar que seja falso, emite em troca um recibo e avisa: “Mais dois desafiantes e depois é a vez do seu. Se prepara que hoje não tá sobrando um em pé”.

Nosso herói está começando a entender o que se passou quando a sala estremece com os urros dos apostadores. Ele retorna ao cercado, em volta do qual alguns exultam e outros esbravejam, todos com o mesmo estrépito. Só um deles não faz ruído, vertendo lágrimas em silêncio pela morte de seu galo de briga, destroçado pelo campeão da casa. “GARNISÉ CONTINUA INVICTO ESTA NOITE, SENHORES!”, ribomba o locutor no microfone, anunciando em seguida o nome do próximo competidor.

A cabeça de 00Zé começa a girar quando ele vê os restos do desafiante seguinte serem removidos do cercado numa pá de lixo após mais uma luta breve e sangrenta. Sua galinha de mentira está prestes a conhecer a mesma sorte, com a diferença que, ao invés de sangue, são os componentes eletrônicos da câmera escondida dentro dela que espirram na areia da arena. E o espião não quer esperar para saber o final do filme. Porém, antes que ele consiga localizar uma saída, um objeto contundente acerta seu crânio, e as luzes da sala se apagam.

00Zé recupera os sentidos em outro cômodo, muito mais luxuoso que o primeiro, e com menos cheiro de titica de galinha. Tenta se mover, mas está amarrado a uma cadeira, e vestido com uma fantasia de penas coloridas. Diante dele, um sujeito gorducho de cavanhaque, enquadrado por dois gorilões, solta uma risadinha aguda e anuncia: “Pensou que podia comigo, seu capiau? Pois fique sabendo que ninguém tenta espionar Dudu Lambança e sai impune! Agora você será bicado até a morte pelo meu famigerado galo de briga. Tenho até pena de você… mas o Garnisé tem mais pena que eu! HAHAHAHA!”.

Lambança ordena a seus dois acólitos, Brucutu Willis e Meliante Gibson, que tragam o galo para o combate. Tentando sair dessa situação penosa, nosso espião pergunta:

– Você espera que eu fale?
– Eu espero que você fale com São Pedro, no Céu!, retruca Lambança, se encaminhando em direção à saída.

Já se arrependendo de não ter provado a cocada que estavam servindo na entrada, nosso agente adverte:

– Espera aí! Eu tenho direito a um último desejo!
– Tem?, pergunta Lambança, olhando para seus acólitos.
– Tem sim, informa Brucutu Willis. Tá no Manual dos Vilões e Afins.
– É, diz Meliante Gibson. Artigo 49, parágrafo segundo. O vilão não pode matar o mocinho sem antes fazer um suspense.
– Sempre o protocolo, reclama Lambança. Preciso de asseclas mais ignorantes, que não me lembrem dele a toda hora. Então tá, você tem direito a um último desejo. É de comer?
– É, responde nosso herói. Pode escolher?
– Tá achando que isso aqui é restaurante?, esbraveja Lambança. Tragam o que tiver!

Dudu Lambança manda Brucutu Willis preparar a derradeira refeição de 00Zé. Enquanto aguardam a preparação do prato, o facínora recita os motivos pelos quais deseja dominar o mundo: porque caiu da bicicleta, porque apanhou dos coleguinhas na escola, porque foi dormir sem sobremesa, todos esses traumas enfadonhos que costumam motivar os vilões e com os quais não precisamos aborrecer os leitores.

Quando chega na parte em que sua tia o obrigou a usar vestido para tirar a medida das roupas de suas primas, seu comparsa Brucutu Willis traz numa bandeja de plástico o banquete improvisado. “Já não era sem tempo”, reclama Lambança. “Mais um pouco e eu teria que contar que tive de mostrar a bunda para toda a clientela da farmácia quando a enfermeira me deu injeção de sarampo”. Brucutu Willis aproxima-se de 00Zé para entregar o prato, desamarra as mãos dele e sussurra:

– Vambora, antes que eles percebam.
– Embora? Mas ainda nem provei esse frango assad…

Antes que o intrépido espião possa defender seu direito à última refeição, o tête-à-tête é interrompido por um grito de Meliante Gibson:

– Chefe! O Garnisé sumiu! Só tem pena no chão!
– Pena eu tenho de quem fez isso! Vai pagar caro!

Com um movimento brusco, Brucutu Willis desata os pés de 00Zé e o levanta da cadeira:

– Simbora que eles não aceitam cartão!

Ambos fogem correndo enquanto Dudu Lambança urra, carregando sua arma:

– Vou parcelar vocês, seus miseráveis duma figa!

Os fugitivos ouvem o zunido dos estilingues enquanto escapam da sala. Sem interromper a fuga, Brucutu Willis tira o disfarce – é Chico Bento.

– Ara, Chico, ocê também ando maiando?, se espanta 00Zé.
– Iguarrr qui ocê, ómi, é de borracha! Senão os marrrvado nunca ia me aceitá como comparrrsa!

00Zé e Chico Bento fogem por um corredor repleto de gaiolas. Como duas cabeças pensam melhor que uma, principalmente se essas cabeças forem de agentes do MI 6, eles não demoram a ter a idéia de abrir as gaiolas e soltar os galináceos, que criam um pandemônio no corredor e atrapalham os perseguidores.

Assim que ambos agentes entram no recinto, a polícia irrompe no Casino Rurale. “Meu Deus!”, exclama Lambança, vendo que seu negócio gorou. “Meu marido!”, exclama uma das garçonetes seminuas, cujo cônjuge nunca entendia porque ela insistia em ir toda noite ao asilo de velhinhos. “Meu patrão!”, exclamam em uníssono 00Zé e Chico Bento, ao reconhecerem M atrás do grupo de policiais.

“Rapazes, senti firrrmeza!”, diz M. “A missão saiu mió que o planejado. A parte que nóis mais gostamo foi quando ocês botaro a galinha de mentira pra lutá. Esperrrto demais! Agora ocês vão podê cantá de galo!”. “Que é isso, chefinho”, retruca 00Zé com humildade. “Tô mais pra Zé que pra Garnisé”. Jovial, M oferece aos seus agentes o justo prêmio pelos seus esforços: uma carona para voltar ao QG.

Dirigindo-se para a viatura, Chico Bento comenta: “Sabe duma coisa, Zé? Currrti à beça ter acabado com esse jogo ilegal de rinha de galo.

– Eu também, Chico. Correu tudo nos conforrrme. Só pode ser um sinal.
– Ocê também acha que…
– Claro. Vamo jogá no bicho e apostá no galo.

Um pouco de tudo

–    Olá tudo bem? Então você é o famoso Cristiano?
–    Não tanto quanto eu gostaria.
–    Hehehe, bem que seu pai me falou que você era diferente.
–    Diferente? Como assim?
–    Ah, meio assim, tchop-tchura.
–    Tchop-Tchura?
–    É, meio assim alternativo…
–    Ahhh…
–    Mas me fale garoto, no que posso te ajudar?
–    Olha Paulo, não sei se meu pai te adiantou alguma coisa. Mas eu estava precisando de um emprego mesmo. Como o senhor trabalha em diferentes áreas achei que poderia ter alguma coisa interessante.
–    Sim claro. Faço de tudo pelo seu pai. Um grande homem. Ajuda a todos.
–    É, é mesmo.
–    Uma vez estávamos pescando no Pantanal e ele salvou minha vida.
–    Jacaré?
–    Não, ia levar pro rancho uma paraguaia chamada Ramon. Ele que impediu.
–    Jura, ele te avisou?
–    Não, ele tinha me dado uma daquelas cápsulas de alho para espantar mosquito. Descobri que espanta travesti também.
–    Hummm…entendi…
–    Mas me fale. No que você gostaria de trabalhar.
–    Bem, pra ser bem sincero com o senhor não tenho idéia.
–    Não tem idéia? Como assim? Você não é formado?
–    Sou sim. Em comunicação social.
–    Então, perfeito. Estava precisando de alguém para criar os banners que colocamos nas lojas. Tem um moço do financeiro que faz pra gente, mas não gosto muito. Você pode fazer como eu sempre quis. Te passo o que quero e você cria.
–    Hummm…é…pode ser…
–    Que foi? Não gostou da idéia?
–    Imagina senhor. Gostei sim. Mas é que imagino que o senhor tenha ótimas idéias, seria inútil na empresa. Queria fazer algo que fosse útil de verdade.
–    Entendo. Bem, você precisa me ajudar então senhor Cristiano. Do que entende?
–    De tudo.
–    De tudo? Como assim?
–    É sou maníaco por informação, então acabo entendendo um pouco de tudo.
–    Então ótimo. É só escolher. Nosso departamento de vestuário está precisando de gente. Você entende de moda?
–    Entendo.
–    Então pronto, fica na parte de novos designs.
–    Olha, eu entendo, mas não sei desenhar nada. O máximo que sairia seria as roupas da Turma da Mônica.
–    Hummm…entendo. E tecnologia? Você entende?
–    Entendo sim senhor.
–    Fantástico. Nosso administrador de redes pediu licença para ir ver a pré-estréia do último filme do Homem-Aranha e nunca mais voltou. Você entende de computadores?
–    Entendo sim senhor, mas apesar de conhecer os tipos de servidores, sistema de senhas, permissão de conteúdo e gerenciamento de arquivos, não sei lhufas de administração de redes. Não controlaria bem o acesso nem a um Pense Bem.
–    Hummm…então deixa eu entender…
–    Sim.
–    Você disse que entende um pouco de tudo.
–    Isso.
–    Diz que conhece todo tipo de assunto.
–    Isso.
–    Você por acaso entende tudo de alguma coisa.
–    Errr…creio que não.
–    Então você não entende é de nada.