A Gravata

Qual a finalidade da gravata? Alguém em sã consciência poderia me explicar? Não sei qual foi a necessidade e nem a derivação histórica que este nó teve, mas posso garantir que se houve algum objetivo lógico para essa auto-tortura, ele se foi faz tempo. Quem já teve essa experiência de se atar, sabe do que eu estou falando e se continuar a ler essas próximas linhas, o que eu espero que aconteça pois essa é minha primeira crônica (uh-ohhhhhhhh!!!!), terá muito outros argumentos para deixar esse item do vestuário esquecido no guarda-roupa ou queimá-lo em praça pública.

Sim, um protesto incendiário. Não como as feministas fizeram com os sutiãs…. pois esse tem seu objetivo lógico, e nós homens agradecemos por essa divina invenção. Mas o “nó de nossa civilização”, e assim vou chamar a gravata daqui por diante, é somente a subjugação social que alguns homens carregam de forma totalmente visual para que todos saibam de sua situação.

Não seria melhor, caro leitor, usar uma plaquinha, que pode também ser pendurada no pescoço ou outro lugar a escolha, com os seguintes dizeres…. “A Sociedade quer que eu fique numa Coleira e eu aceito isso”. Pois é, aceitamos e nos submetemos a essa tortura. Nunca vi, um homem que goste do “nó de nossa civilização”, pelo contrário, muitos só se dão por aliviados ou relaxados quando chegam em casa e se libertam das amarras soltando um “Ahhhhhhh” de liberdade. Nunca um ouvi dizerem “Oba, hoje é dia de colocar gravata!!!”.

Sempre falamos das mulheres com suas extravagâncias no vestuário, mas elas não são levadas a irracionalidade do “nó”. Sutiã, como já falamos, tem o seu objetivo “sustentável”. A maquiagem realça as belezas do rosto. A saia e sua
ventilação. A bijuteria e sua ostentação. Você pode até se perguntar, mas e o salto alto?!? E aí eu respondo: quem nunca foi pisado por um salto alto de uma mulher? Isso é uma arma, uma arma penetrante e afiada, e o que é pior…
uma arma disfarçada, por que sempre vem acompanhada de um “desculpa” e de um sorriso que faz a dor desaparecer. Mas a dor volta, ahhh se volta.

Nem como símbolo fálico o “nó de nossa civilização” tem algum significado. Pelo contrário, é o símbolo do brochismo, pois quando levanta é só por causa do vento ou para ficar no ombro quando comemos uma sopa ou escovamos os
dentes. O símbolo fálico as avessas.É uma coleira, caro leitor, uma coleira dos tempos remotos de uma era matriarcal só esperando para que alguém chegue diante de você para dominá-lo e levá-lo para onde quiser. Somos ainda animais, e não negamos isso… mas nossa esperança era de sermos animais livres ou comandados por nossas cabeças… em todos os sentidos, e não a espera de uma dona que nos deixa livre mas “esquece” de tirar a coleira.

A Luma em sua coleira era um símbolo para nos acordar de nossa situação ou para mostrar os próximos passos da moda do “nó de nossa civilização”: Bordar os nomes de nossas EIKE s.

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5 Comentários on "A Gravata"

  • Opa!!

    Parabéns pela sua crônica Ricardo!!

    Só para constar, parece-me q a gravata foi inventada para esconder os botões da camisa, que eram considerados “feios”. Oq nos deixa uma questão mais relevante: Então para quê servem as gravatas borboletas?

  • Ricardo diz

    Viu ô Mamutão!

    Se eu e o Rafa falávamos tanto para vc escrever, era porque sabíamos que ia dar coisa boa! Muito boa cara !!!

    E vê se continua, né ?!

    Abraços!

  • Rafael diz

    Finalmente temos um exemplo de persistência, garra e um pouco de chatice dos amigos. Até que enfim vc resolveu soltar essa coisa enrustida que existe em vc. Parabéns e continue. Keep walking ….

  • vandreza diz

    Ricardo, eu até achava gravata um acessório sexy… mas depois desta crônica, não tem como não achá-la realmente dispensável… beijo, vandreza

  • Izael diz

    Gravata erve para fazer torniquete, tenha sempre uma por perto!!

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