Olha o Golpe

Essa é a história de um maníaco cibernético que leva as pessoas indefesas para um mundo que muitas vezes não tem mais volta. É o pior caminho que se pode escolher, vicia, acaba com o ser humano, mata. Tudo bem que tem gente com tendências naturais a sofrer de queda de personalidade, e acaba se entregando.
E é assim que tudo começa:

– Ela: Nossa ! Quanto tempo não converso com ele, fomos amigos de infância.
– Ele: É agora que começa o golpe ! Hehehe …
– Ela: Mas que simpatia, estou amando trocar e-mails, mensagens com ele.
– Ele: Ela está quase caindo na minha.
– Ela: Será que vou receber um convite pra ir ao baile na noite de Natal ?
– Ele: Olha o golpe !
– Ela: Quero arrasar essa noite !
– Ele: Quero beijar essa noite !

E não é que o danado com tudo planejado, leva até um amigo, é claro, afinal a irmã dela também vai. O cara de pau come o pudim da mãe, canta no karaokê com o pai e vai pro baile com a filha.

– Ela: Quero dançar até sentir os pés doendo …
– Ele: Ela quer dançar … Tá no papo !

Enrolação, Enrolação, Enrolação, Enrolação, …

– Ele: Olhou
– Ela: Desviou
– Ele: Olhou
– Ela: Desviou
Olhou, desviou, olhou, desviou … Beijou !

– Ela: Ai … Ele me beijou …
– Ele: Consegui !

Tempo, tempo, tempo … dias, meses, ano e meio …

– Ela: Que vergonha ! Ele quer dançar forró no supermercado.
– A mente dele: Forró, samba, axé music, funk, valsa, bolero, blues (arghhhhh), dança da chuva. … Eu preciso disso, meu corpo pede, é incontrolável dançar, batucar, me mexer.
– Ela indignada: Pôxa ! Comigo não ! E muito menos com outra.
– Ele: Se você não dançar agora vou apelar pra dança do peixinho, inho, inho, inho.

E assim foi, ela sempre mais forte, resistindo … Algumas vezes sentiu a tentação batendo, mas pra curá-lo em definitivo, foram ao mega show de Bruno e Marrone (“Seu guarda eu não sou vagabundo, não sou delinquente, sou um cara carente … Eu dormi na praça pensando nelaaaaaaa. Seu guarda seja meu amigo, me bata, me prenda, faça tudo comigo mas não me deixe ficar sem elaaaaaaa).
Ele ficou encantado, sabia todas as músicas de cor e salteado, aquilo tocou forte seu coração. Mas por uma maldade do destino, tudo voltou a ser como antes.

– Ele: Vem dançar !
– Ela: No mercado ?
– Ele: Pode ser na feira …
– Ela: NÃO !!!
– Ele: “Olhar triste”
– Ela: Tadinho …
– Ele: “Sorriso”
– Ela: Ok … Você venceu ! Apesar de tudo eu te amo !

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5 Comentários on "Olha o Golpe"

  • Paulo diz

    Olha só…. Uma crônica cifrada. E sobre o Volpa!! ( o bautuque entregou, ajudado pelo lance do pudim e da dança do peixinho, inho )

    Hahahahaha… Me diverti!! Muito legal!!

  • Rafael diz

    Poxa, o que o amor não faz. Não é mesmo? Se não dissessem sobre quem é, mesmo assim, saberíamos que o volponi está nessa. Parabéns à Camila. E que se revele uma cronista que já não é sem tempo!

  • Eeeeu? Porque vocês acham que ela está falando de mim? Pode ter sido um outro cara, ou seja pura ficção, pôxa… isso é sacanagem…

    brincadeira… heheeh…

    Linda, tá lindo!

  • André Martins Favarin diz

    Pô Camila, assim não vale, deu muito na cara!!!!!será que vc aguenta ele por muito tempo????? Ou vc meu irmão, será que aguenta mais um Bruno e Marrone????? Bem, uma coisa sou obrigado a aceitar, melhor que aquele bu bu bu bu, que vc escuta no carro, é!!!!

    Um abraço, adoro vcs, que sejam muito felizes….

  • Marina Sú diz

    Esta história me fez lembrar de um amigo cibernético e batuqueiro. Gostei dos detalhes

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