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Novela da vida quase real, parte II - (04-04-2002) - por Renato Cabral Carlos Miguel sempre acordava na surdina, no meio da noite, em busca de seu pedaço de rapadura. Era seu prazer secreto. No caminho tropeçava em um ou dois móveis. Mas aà o susto. Ao chegar notou que elas estavam estranhamente dispostas. Olha e vê a luz verde. - Quem são vocês? Penélope se levanta com os gritos. - Que isso? Carlos Miguel se debate. - Estamos seqüestrando este homem. Carlos Miguel sem entender come rapadura. O outro marciano, muito menos, tira o feixe de prótons do bolso - ou seria do próprio corpo? - bem, ele só tira. - Como você tem coragem de voltar aqui? Carlos Miguel olha A aliança no dedo de Penélope, ela era casada. Percebe que está sem a sua. O marciano também não tem uma. - Ele vem comigo! O Marciano se assusta e acerta algo. - Encontrei! Diz antes de morrer. Penélope enlouquecida pega um pedaço de rapadura grande e o engole. Ele entala e ela cai dura. Felipe Daniel se sente culpado pela morte da mulher do patrão e da antiga amante e se mata inspirando o pó ralo da sobra do doce. O marciano também tem um patrão e precisa levar alguém. Vê um desavisado e o leva… Depois de 2 anos aparece Josildo grávido de gêmeos. Renato Cabral, 22, é o dono disso aqui. No mundo real acha que é repentista de música evangélica. No virtual pensa que é um escritor e no ideal é um vagabundo mesmo. Já ganhou muitos prêmios e menções honrosas em concursos nacionais e internacionais por suas obras, mas vocês não precisam saber quais. Ultimamente remastiga suas inquietações em um sÃtio no interior de Minas. Na lancheira sempre: pão de queijo, guaraná 180ml e paçoquinha - duas - pois ajuda na criação e na procriação! |
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Rafael - rafael@wg.com.br 08-04-2002 07:10
Renato, você comeu muita rapadura pra escrever essas coisas, cara. |
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Lu - lkcalabria@hotmail.com 23-07-2002 01:17
Adoro seus textos….. |