Mais um vídeo comercial de nossos “amigos” do norte

Sexta Feira. O grande dia havia chegado. Seis anos depois de iniciada a sua produção, em meio a graves problemas como a saída de Cameron da direção, após roteiros feitos e refeitos, da queda das torres do World trade Center em Nova York, que obrigou o adiamento e a produção de um novo trailler, dentre outros fatores – o filme Homem Aranha teria a estréia brasileira.

Nos Estados Unidos, no final de semana de estréia – como não poderia deixar de ser – o vídeo do diretor San Raimi recolheu aproximadamente 115 milhões de dólares, a maior vendagem de ingressos num único final de semana nos EUA. O valor próximo ao custo da produção(140 milhões).

Estava ansioso. Há meio ano, quando foi anunciada a data que estrearia “Spinder Man “, eu não conseguia pensar em outro filme. Nem Harry Potter – que me fascinou na literatura – me deixou tão excitado quanto Homem Aranha. Senhor dos Anéis, não me causou tamanha expectativa, que nem assisti. Mas o “Aranha” foi diferente.

Após sair do cinema, não tive a mesma ansiedade que tive antes de entrar nele. O fato é que Homem Aranha o filme não passa de mais um caso rotineiro nas produções hollywoodianas: filme comercial e ótima produção. Assim como aconteceu em Spinder Man, foi o mesmo com Titanic, Harry Potter, Senhor dos Anéis, Jurassic Park….Por isso, não devemos considerá-lo como arte, menos ainda num “Filme mito”. Devemos considerá-lo como um vídeo norte americano comum e bem divulgado.

Entretanto, encontramos em Homem Aranha, a mesma fala de Beleza Americana, Show de Truman, Clube da Luta e As Patricinhas de Bervelly Hills, a crítica ferrenha ao capitalismo e ao imperialismo norte-americano. A aula de sociologia — para quem a viu – na mesma Sexta, mostra o que o “duente” prega: uma massa sustenta por pouco uma pequena parcela da população, a elite.

Também, no diretor do jornal, encontramos o poderoso que faz tudo por dinheiro – assim como acontece em Cidadão Kane – e para o bem de sua propriedade (independente se o próximo será prejudicado ou não) , ou seja, o retrato dos presidentes norte-americanos, e também, a mídia brasileira e mundial, que esconde fatos verídicos para o seu próprio sustento – vejam Rede Globo, os jornais da época de Assis Chateubriand, a censura dos meios de comunicação nos EUA em meio aos atentados terroristas …

O cinema de Hollywood critica o capitalismo americano como uma forma de negar os seus próprios erros: produzir pra massa da população, para ganhar dinheiro e arrecadar fundos para produzir cada vez mais. Vocês me perguntam: Mas esses não é o intuito do Capitalismo? Eu respondo: sim, entretanto, o que se realiza não é capitalismo, na verdade, aí é que se inicia o monopólio comercial de filmes, do imperialismo, etc…

Critico sim os EUA e o seu cinema. Critico porque gosto. Gosto por que é bom. São capitalistas, isso são. Tem poder para isso, tem. Somos servos, somos. Melhoramos, não. Por que não melhoramos? Por que ainda não somos evoluídos, não valorizamos nem defendemos o que é nosso. Enquanto não melhoramos, continuaremos servos de um imperialismo perverso e rentável para quem o faz.

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2 Comentários on "Mais um vídeo comercial de nossos “amigos” do norte"

  • Fi, seu texto esta ótimo,tem razao do que tudo o que vc falou é verdade, mais maltrara menos. Tadim dos cara (risadas sarcasticas)Espera só, eu virar diretor de cinema e tudo sera diferente (mais risadas sarcasticas)

  • Felipe diz

    Crítica de cinema, crítica política ou crônica? Acho que é tudo isso junto!

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