Inversão de Valores

É notória, em nossos dias, uma mudança brusca e acentuada no real comportamento social. Pessoas, estas mais atentas ao que passa aos seus redores, se dizem abismadas com a falta de ideais e atitudes nos meios sociais, os quais participamos e convivemos diariamente, mesmo que os não percebamos. As ações, o instinto da criação, a mobilização para o bem comum, a crítica que nos ajuda a chegar nos estágios supremos da intelectualidade, estão a chegar, em muitos casos, em estados catalépticos.

Naturalmente, grandes eminências da nossa cultura, política, filosófica, artes e, entre tantas outras áreas dos saberes conhecidos, surgem e ressurgem para nos ajudar a trilhar o caminho verdadeiro que abrilhanta e revigora nossa vontade de viver. Esses enviados por Deus, que muito sofrem por dissipar as idéias nocivas humanas, lutam a cada momento para nossa própria felicidade e nem damos por agradecê-los.

O mais engraçado e triste é que nós os combatemos, os ignoramos em corações petrificados no orgulho e no egoísmo que nos cega. Apagamos a fogueira, o gérmen, da verdadeira vida. Escolhemos o fardo mais pesado pela incredulidade de aceitar o que sabemos o que é certo, pois entendemos que a verdadeira vida é terrena, e fechamos os olhos para isso. Volto a dizer: esquecemos da verdadeira vida, a espiritual.

Inúmeros males nos circundam, embaçam a visão, obstruem o olfato, tapam os ouvidos, aniquilam os neurônios sensitivos que levam as impressões não doloridas da pele até o cérebro. Só sentimos mesmo as impressões doloridas, o barulho estridente, o odor insuportável e a visão da consciência em forma de monstros que nós mesmos criamos, após os fracassos causados pelo excesso de confiança, o egocentrismo, na ocorrência do mesmo erro.

Não estou dizendo que errar é ilegal, imoral e não possível dentro da nossa esfera de imperfeições, não. Mas, por que erramos sabendo o que é certo? Isto não aumenta nossas responsabilidades diante das situações cotidianas?

Faz-se aqui um apelo a todos os leitores: martelemos as pedras envoltas e guardemos as migalhas restantes para servir de exemplo a toda criatura, que como nós, de certa maneira, está procurando sua própria felicidade.

O bem é o belo.

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