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Tomates Italianos - (03-10-2002) - por Camila de Freitas Nunca acreditou em amor à primeira vista, por isso nunca se arrumava para ir ao supermercado e descia o elevador de pijama quando tinha que buscar algo na garagem. - Pode pegar. - ele falou. E sorriu, que gentil! Riu, e ele riu também, e falou do quanto ele também gostava de andar de bicicleta, de quão próximos eles moravam (e nunca tinham se visto), dos seus trabalhos, dos seus cachorros, das suas famÃlias, das suas dúvidas em relação ao sentido de tudo aquilo, e a mulher dos tomates só olhando, mas eles não a viam, e ele também não via o seu chinelo e a sua meia, só via o brilho que saÃa dos olhos dela, e dos dele. E falavam, e tá barato, freguesa, e falavam, e é só escolher, minha senhora, e falavam. E largaram os tomates, e comeram um pastel, ela esqueceu as pêras e ele, o alface na barraquinha do caldo de cana. Ela esqueceu das horas, e ele, do que tinha ido comprar lá. Esqueceram promessas de fim de ano. Esqueceram que era terça-feira. Depois que a feira acabou, já tinham esquecido completamente como era a vida um sem o outro. |
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Rafael - rafael@cronistasreunidos.com.br 30-10-2002 05:28
Acho que vou chorar! Poxa, isso não se faz. Não sei se é o momento, mas gostei muito da história. |
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anninha - apschs@uol.com.br 30-10-2002 08:04
Putz grila! |
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Paulo - paulocoelho@cronistasreunidos.com.br 31-10-2002 02:52
Camila, parabéns!! Um texto todo mágico, um último parágrafo primoroso!!! Simplesmente EXCELENTE!! |
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anninha - apschs@uol.com.br 31-10-2002 08:27
Camila, hoje tem feira aqui na esquina, acho que vou tentar. Quem sabe eles têm tomates italianos…??? *rs* |