Palavrão

Tudo bem que a gente aprende desde pequeno que falar palavrão é feio. Acho isso uma injustiça danada, pois os adultos não nos ensinam as coisas direito. Minha mãe e meu pai sempre falaram que eu tinha a boca suja demais quando era pequeno. Na verdade, meu pai ainda fala isso pra mim. Acho apenas que deveriam nos ensinar que o palavrão é necessário, pois nada define determinadas coisas melhor do que um palavrão. E também nada nos alivia o stress com mais eficiência do que um palavrão bem colocado na hora certa. Claro que vou explicar tudo.

Tá parecendo óbvio que sou um fã incondicional de palavrões e que uso e abuso sempre desse maravilhoso artifício. Acho que todo mundo faz isso, uns com mais moderação outros com menos, mas a verdade é que quase todo mundo fala, e os que não verbalizam, com certeza pensam. Palavrões servem pra tudo.

Vejam as medidas por exemplo: Onde você mora? Se for longe da minha casa é apenas longe, mas se for muito longe, um palavrão exemplifica muito melhor do que muito longe. Poderia falar que é longe pra caralho. Viu? A distância de “um longe pra caralho” é muito maior do que “muito longe”, não concorda? Está com sono? Com muito sono? Muito muito mesmo? Então diga que está com um puta sono que todo mundo vai identificar na hora a quantidade de sono que você está sentindo. Puta sono é muito mais do que muito sono. É capaz até de te trazerem um travesseiro para que você durma imediatamente. Claro, desde que seja um puta travesseiro gostoso com plumas de gansos belgas criados na Finlândia. Nem sei se existe gansos na Bélgica, mas tudo desse pais dá um ar de coisa chique.

Existem alguns palavrões que servem tanto para coisas boas como para coisas ruins. Se eu te falar que meu fim de semana foi, digamos assim, foda, você pode pensar que foi uma porcaria como também uma coisa boa. Mas vou ainda mais longe, ele pode ter sido foda nos dois sentidos ao mesmo tempo, ou melhor, em três sentidos ao mesmo tempo. Calma, já vou exemplificar.

Digamos que eu tenha ido para a Costa do Sauipe na Bahia em companhia de uma morena deliciosa. Por ela ser deliciosa você já imagina que foi foda, certo? Nesse caso, literalmente. Posso dizer também que o hotel era lindo e que o tempo estava foda, nesse caso, um sol maravilhoso. E por fim, posso te contar que a conta foi foda. Isso significa que foi caro demais e que será foda pagar a fatura do cartão de crédito. Viu só? Uma semana e três fodas diferentes.

Outra coisa que a gente faz o tempo todo é comer porcaria, sem dar conta de que isso acontece pelo menos uma vez por semana, caso você seja daqueles que se alimenta fora de casa com freqüência. O restaurante é bonito, mas a comida é uma merda. Ou seja, comemos cocô.

Livros, crônicas, revistas e outros tipos de leitura também têm seus sinônimos em forma de palavrões que podem ser positivos ou negativos. O novo livro do Marcelo Mello é uma bosta. Ou ainda, o livro é um tesão. Não sei quem transa com livros para acharem um simples calhamaço de papéis um tesão, mas enfim… tem louco pra tudo nesse mundo. Agora chega, cansei de escrever essa porra.

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8 Comentários on "Palavrão"

  • diz

    Que texto fudido.

  • Rafael diz

    Muito bom o Texto! Você escreve? hehehehehehe

  • Murilo diz

    Concordo!

  • Lara diz

    nossa….eu adorei essa crônica. Inteiramente verdadeira e de prazeirosa leitura. Literalmente, uma crônica boa pra “caralho”!

    Deu pra sentir o tamanho da minha satisfação????

    boa semana!!!

  • van diz

    Puta que pariu, Marcelo! Muito bom :)

  • Claudio Candido diz

    Eu não sou muito a leitura, mas por causa de um trabalho escolar s/crônica cheguei até aqui. Parabens p/sua crônica. Leitura agradável e sincera.

  • Matheus diz

    Gostei bastante, porra!

  • lia diz

    P – T – texto!! Bom prá C – – – – H -!!! F- – – a!
    Rsrsr…
    Beijo MM

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