MICRÔNICA [#5]

Aqui com meus botões (da braguilha) penso no famoso patinador Chico Estrela, que ficou mais conhecido como o Maníaco do Parque, ninguém menos que o maior serial killer brasileiro. Disseram que ele não lavava o pau e juntava sebinho, e eu me perguntava por que ninguém comentou sobre o chulezinho dele. Mas não é disso que quero falar agora, e sim da fama que ele não perdeu. Pelo contrário, colocou as pretendentes em fila e, mesmo na cadeia, já escolheu a primeira para casar. Ora, se até um estuprador homicida tem seu fã-clube, daqui a pouco vão aparecer as galeras de teens torcedores do doutor Eugênio e de seus colegas soltos, incluindo padres, pastores, professores, treinadores e… políticos. Já fico imaginando um MST (Movimento Simpatizante Teenager) fazendo ato público a favor do doutor Eugênio na porta do xadrez, enquanto pais indignados expulsam de casa os moleques eugenistas como drogados ou alcoólatras. Delírio meu? Veremos. Voltando ao Chico Estrela, que além de patinador era moto-boy, me ocorre que, se o doutor Eugênio cobrava (e caro), o mais comum é o contrário, já que a molecada esperta trampa cedo e aprende a fazer bico, se não com o bico da chuteira, freqüentemente com o bico da chaleira, arregaçado para quem pagar o cachê do michê, quase uma caixinha em tempos de crise. E como muitos garotos de programa são moto-boys ou seus coleguinhas de P2, ou seja, os office-boys, aí vai minha homenagem aos batedores de sola, do livro PANACÉIA:

SONETO 367 OFFICE-BOY

Moleque de recados não é tudo:
um leque de pecados é seu forte.
Quer seja por dinheiro ou por esporte,
trambica, transa, trampa, encara o estudo.

O tênis é surrado, o pé taludo.
O braço calejado no transporte.
Conhece o centro velho, a zona norte,
os campos, os jardins. É surdo-mudo.

Podendo, é da madame o gigolô.
As bichas chupam loucas sua caceta.
Rockeiros cheiram rindo seu cocô.

Somente no momento da punheta
esquece de se ver como um robô.
É virgem a menina do estafeta.

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