| :: capa ::::: ricardo :: kris :: rafael :: volponi :: paulo coelho :: leopoldo :: zé :: murilo :::::: cronistas leitores :::::: quem somos :: em@il :: |
|
MICRÔNICA [#9] - (12-06-2002) - por Glauco Mattoso Quando enxergava, lembro de ter visto na TV uma reportagem policial bem escabrosa mas que me rendeu dividendos excitantes. A notícia em si era broxante: aqui mesmo em Sampa, um homossexual enrustido (barbudo e com pinta de machão), que levava michês para casa, foi achado morto em seu apartamento. Das perfurações de arma branca o corpo sangrou muito (creio que houve luta) e o assassino, descalço, pisou nas poças e deixou pegadas pelo chão. A perícia, então, registrou a pista e por ali começaram a investigar. Todos os michês da área foram “convidados” a cadastrar seus pés para comparação. Em vez de “tocar piano”, deixando impressões digitais numa ficha, dançaram aquela música “Ai bate o pé, bate o pé, bate o pé…” e deixaram a impressão plantar num inusitado álbum podográfico que, para mim, revelou-se pornográfico quando a TV mostrou algumas das solas cadastradas. Parece que a polícia chegou ao culpado, mas o que me chamou a atenção foi o pé chato dum dos inocentados, cujo formato era tão reto que supriu minhas punhetas durante longo tempo, fissurado que sou pelos arcos caídos. Claro que não fui atrás, mas só o fato de saber que havia uma tábua daquelas disponível na praça aumentava minha alegria de viver. Não generalizo, mas ao compor o soneto abaixo (ainda inédito em livro) não pude deixar de lembrar daquele caso particular, cuja ameaça paira sobre todos os gays que decidem passar da fantasia à prática. SONETO 505 MICHETADO Mais serve ao cavalheiro do que à dama. Nem tudo que combina faz na cama. Seu pênis é mais canto que instrumento. Aluga o que não tem e o que não é. |
| :: :: |
|
Rafael - rafael@wg.com.br 21-05-2002 07:17
Será que posso dizer que a investigação começou com o pé esquerdo? |