A corrida pelo camaleão

Desde aquele dia em que desci da nave mãe algumas modificações de fato ocorreram de uma certa forma, entende?

O pigarro não mais apareceu e as luvas passaram a me servir muito bem. Em certos momentos da vida, algumas coisas parecem não ter sentido e alguns sonhos parecem ridículos.

Há algumas semanas, acho que meses atrás, consegui realizar um velho sonho, praticamente só revelado a vocês, leitores e leitoas das crônicas.

Como sabem moro em São Paulo e sou fã desta cidade, e, sempre tive muita vontade de um dia, ir ao centro antigo desta cidade de uma forma bem vestida (algo mais formal) com uma pasta na mão, sem ter o mínimo de objetivo para se fazer no centro e, mais dois detalhes importantes: precisava estar sozinho e num dia nublado, característico da cidade de São Paulo, que eu tanto amo, apesar dos pesares.

Chegando lá comecei a andar e, quando me dei conta, tinha este sonho – que para muitos dos que lêem isto deve parecer baboseira – e tinha acabado de realizar um negocio que eu não sabia que queria.

Isso pode ser abstrato, mas é real. Do nada peguei um metro (até lá fui de carro) vestido a caráter (não posso me esquecer do guarda-chuva na minha mão direita) e cheguei onde tudo aqui começou.
É muito legal fazer isso, eu recomendo. Passar em frente a Igreja da Sé, Colégio São Bento entre outras dezenas de patrimônios paulistanos, é muito legal.

Para finalizar tive que fazer a parte mais legal (que chato né?) que era de ir tomar um café e comer algum salgado numa cafeteria típica da cidade.

Por acaso, novamente, achei algo estilo dos anos 60 e isso foi um barato. Tinha todo tipo de gente lá. Algum liam uns livros, outros negociavam e muitos faziam coisas que eu não sei o que era, só sei que o lugar era estiloso pra caramba e quando alguém quiser tomar um bom café, num dia nublado, num local marcado pelo romantismo paulistano, é só me chamar, meu e-mail é herminiof@yahoo.com

Abraços, Hermínio.

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