Mais um Ano de Copa do Mundo

Faz tempo que não mostro minhas palavras. Mas desde já quero dizer a todos que estou com saudades e feliz por escrever novamente.

Essa semana – deveria Ter escrito nesse semestre – pensei intensamente sobre o produto mais aceito no mercado brasileiro e provavelmente no mundo: futebol.

Após assistir o jogo da seleção brasileira contra a Islandia não sei se comemorava o jogo fácil e inexpressivo ou se chorava.

Se o futebol é o maior produto brasileiro tanto para o mercado interno como para exportação, porque a mais importante seleção do mundo ainda não tem um time montado para a Copa faltando menos de três meses para o início da competição?

O mundo todo está se preparando, jogando amistosos marcados há meses de antecedência e o Brasil definiu um adversário (se é que pode-se chamar assim) há menos de um mês do jogo.

O que eu quero dizer, é que o Brasil, cheio de tradições e competências no futebol, por mais que não esteja no seu melhor momento da história, tem capacidade de levar essa Copa brincando, mas se continuar a desorganização, falta de profissionalismo e falta de respeito de alguns jogadores, acabaremos mal.

A Seleção Brasileira tem que tomar um enorme cuidado para não cair na nova onda do futebol mundial chamada zebra, ou melhor, uma substituição de antigos valores por novos valores poucos conhecidos, não se sabendo se essa será uma substituição permanente ou apenas temporal, voltando tudo de volta ao normal à médio prazo.

Por mais que todos vibrem e se interessem, o São Caetano chegou a duas finais seguidas do Campeonato Brasileiro e lidera hoje um grupo na Libertadores. O Chievo é sensação na Itália e está entre os primeiros colocados. O La Coruña e a Lazio foram campeões em 2000 na Espanha e na Itália, sendo que nesse caso não considero uma zebra, mas sim uma rotina quebrada de títulos conquistados por uma “”panela”” de equipes como Real Madrid e Barcelona, ou Milan, Inter e Juventus.

A própria conquista do Atlético Paranaense no ano passado foi uma quebra de rotina, mas no Brasil a panela é maior, já que as mesas são maiores e consequentemente tem mais gente com fome.

O mais importante disso tudo, é a seleção brasileira não entrar nesse ciclo – assim como outras grandes seleções – e ser desclassificada por seleções que poucos conhecem e eu, particularmente, não tenho referência nenhuma, como Senegal, Turquia, China e Equador. O momento é propício para mudanças, para novas surpresas surgirem e grandes caírem, só que o Brasil tem um potencial enorme para se levantar e aproveitar esse momento de transição para crescer, ao contrário de outras seleções, muitas vezes grandes, que não recursos semelhantes ao nosso.

Independente do que for acontecer, confio na seleção brasileira (assim como a maioria dos brasileiros, que por mais que critiquem estão se empolgando com os amistoso e pagando duzentos reais na nova camisa), sou patriota e já comprei muita pipoca de microondas para assistir a Copa, seja a hora que for e contra qualquer time.

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1 Comentário on "Mais um Ano de Copa do Mundo"

  • lico soares diz

    Parabens pelo texto Ninhão, se o seu casamento fosse no dia do jogo seria cruel , pois haveria pessoas com fones de ouvidos em plena igreja , ou pode se dizer , bebados ao virem o jogo as 6 horas da manhã. Pense então aquele na lua de mel , metendo vendo o jogo dp Brasil , seria o delirio .

    Para voçe que quase encarou essa “parada”, uma boa lua de mel , juntamente com os turcos , chineses e Cia .

    Abraços para voçe e a Renata que façam muitos gols !!!!

    Agradeça aos cronistas pela bela carona que eles deram ao Gabriel , e divulgarei este interesante site.

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