Síndrome do V.I.P, essência da felicidade moderna.

Comprar, gastar, Ter, consumir, essas são as atividades favoritas do mundo atual. O consumo deixou de Ter um caráter simplesmente capitalista e fútil, para Ter um sentido muito mais global e essencial.

Hoje em dia estamos caminhando para um ambiente mundial onde a felicidade de todos dependerá do consumo. E sim, já vemos isso acontecendo. Atualmente para ser mais respeitado você tem que Ter “consumos”. Consumos são os objetos de desejo, os carros, as jóias, etc. Não adianta Ter dinheiro, é necessário consumir.

Com “consumos” você alcança muito mais facilmente seus objetivos fisiológicos, sociais e de auto – realização. Como? Vamos exemplificar. Os “consumos” como qualquer uma das melhores coisas da vida também nos traz algum mal. Por exemplo, os “consumos” são um dos maiores motivos da prostituição no Japão. Sim, as japonesas vendem o corpo para comprar bolsas, sapatos e outras coisas. Mas ao mesmo tempo o consumo é uma das maiores terapias dos tempos modernos, pois é uma forte válvula de escape para o público em geral.

Hoje em dia , em vez das pessoas gastarem fortunas com psicólogos, elas preferem gastar nos shoppings, lojas de carro e tudo mais que traga felicidade extremamente material. Mas o que teria feito o mundo ficar tão materialista, ao ponto de depender desse consumo? O fato é que o mundo não está tão materialista quanto ele se apresenta. No fundo o que todos procuramos é respeito, amor, dignidade, ou seja, todos procuramos nos sentir especiais, todos queremos ser V.I.P. Essa síndrome do V.I.P ataca todos, desde os comunistas até os anarquistas, pois seja um ou outro, todos somos humanos.

A síndrome do V.I.P surge de uma necessidade de se “enomear” num mundo onde todos são “enumerados”. Se já pensaram que você é o produto do meio em que vive, acredito que hoje você é o produto que você compra, o meio de transporte em que você anda e o lugar da cidade em que você vive. E mesmo que nos recusemos a se render a este sistema, não escaparemos, de pegar a mesa no restaurante depois daquele cara com o Mercedes que chegou duas horas após você, não escaparemos de sermos atendidos depois do cara com o Rolex e o terno Armani, não escaparemos de sermos julgados pelo nosso bolso, afinal não somos o que somos, somos o que compramos. Então, numa conformidade geral, as pessoas seguem comprando. Comprando carros para Ter o orgulho de Ter aquela vaga especial, comprando roupas para Ter a honra de ser elogiado, comprando propriedades para Ter o respeito de quem anda com você, comprando jóias para garantir o amor de quem você ama, comprando a felicidade, pois já passou o tempo em que ela era de graça. A síndrome do V.I.P seria uma tragédia? Olhando emocionalmente sim, mas com um olhar mais friamente vemos que sempre foi assim, só que antes precisávamos do só do fogo, hoje precisamos do microondas de última geração

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