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Um, Dois ou Três - (19-10-2001)

Esta é a minha terceira tentativa de escrever uma crônica, informação inútil pra você leitor já que não viu minha agonia na falta de sucesso. Mas como esta é a terceira tentativa vai dar certo. Um é pouco, dois é bom, três é demais. E três é realmente DEMAIS não é. Reinando absoluto na ideologia moderna três é o número. O três nos deu opção, nos ofereceu a tangente, o meio termo e principalmente: A promoção do Mc Chicken.

Antes tudo era um. Indivisível. E então fez-se a luz. Única. E a Eletropaulo. Única. Deus era um só. Os egípcios tinham um Faraó, os romanos um Imperador e os gregos a democracia, sempre moderninhos. Até que ele veio a Terra, o único Messias, Jesus. Instituiu a Santa trindade, o primeiro três da história humana. Mas os humanos não entenderam. Até hoje. Estão discutindo. Dessa discussão nasceram os primeiros dois, o bem e o mal, os ricos e os pobres, o céu e a terra, Deus e o Homem.

Assim o dois reinou por muito tempo, por todas as dualidades da era medieval, pelas lutas entre colonos e colonizadores, pela dependência entre mecenas e artistas, pelos conflitos entre operários e industriais, pela eterna guerra entre dominantes e dominados.

Por um lado o mundo bilateral era interessante. Ou você gostava ou não. Ou você comia um big mac ou um quarteirão. Ou sim ou não. Devia ser magnífico você galantear uma donzela e ela simplesmente te responder SIM ou NÃO. Sem talvez. Odeio talvez. Acho que principalmente por que você sempre gosta um pouco do talvez. Maldita esperança. Fora o fato de que era muito mais fácil decorar os nomes dos integrantes de uma banda. Chitãzinho e Xororó, Simon and Garfunkel, Cher and Sony. Agora como eu posso decorar o nome dos três integrantes do KLB. É injusto.

Um dia alguém se declarou insatisfeito. Alguém decidiu que um olhar além de poder ser misterioso e 43 ele também poderia ser dissimulado. O nome de seu filho poderia ser João, José ou Mitropolos. Daí as coisas se complicaram. Surgiram os nomes compostos, diria João Felipe Venâncio. Os carros verde-abacate e o ménage a trois (graças a Deus-Único). Infelizmente algumas coisas não mudaram. Coisas como a monogamia. Mas têm sua variação muito freqüente ainda que não licita com o nome de triângulo amoroso. Surgiu o “ou”. Você pode ser gay, lésbica “ou” simpatizante, gremista, colorado “ou” Juventude, apresentador, apresentadora “ou” Carla Perez.

Definitivamente a coisas ficaram mais complicadas. Porém mais interessantes. Podemos opinar, não precisamos decidir em que lado da linha queremos ficar, ainda que os EUA insistam. Vocês podem escolher entre ler, não ler ou criticar. E eu posso decidir se isto é o começo, o meio ou o FIM.



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Anninha - link - apschs@... • 19-10-2001 02:50

Ficou show, Kris!

Está mto gostosa, bem humorada e inteligente. Poderia até arriscar um “a sua cara”, mas aí seriam 4 qualidades… já que 3 é “O” número, deixa quieto!

Tudo de bom!!!

Paulo - paulocoelho@cronistasreunidos.com.br • 19-10-2001 11:09

Hahahaha… Muito legal, Kris. Ela é toda bem sacada! Mandou bem, mamute

Volponi - link - volponi@cronistasreunidos.com.br • 19-10-2001 11:33

Três vivas procê, rapaiz !!!

Rafael - rafael@cronistasreunidos.com.br • 19-10-2001 11:38

Hahahahaha, demorou mais foi em grande estilo. Ficou muito legal, cara. Três é o número.

Lena • 04-09-2005 08:49

Muito fácil decorar os nomes do KLB!!

K de Kiko

L de Leandro

B de Bruno

hehe brincadeira! muito legal o texto!

Beijos

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