Zombie dogs

Os cientistas do , provavelmente renomado, Pittsburgh’s Safar Centre for Resuscitation Research tiveram sucesso em experiência realizada no final de junho deste ano.

Um cãozinho, após sua morte cerebral, teve seu sangue todo drenado. No seu lugar foi colocada uma solução salina gelada que serviu para garantir a conservação do corpo mdo dito cujo. Depois de três horas reparando o problema que levou o cãozinho ao falecimento, drenou-se toda a solução salina injetada e o sangue voltou ao seu lugar de origem. Milagrosamente, ou não, com um choque elétrico e oxigênio o danado cão voltou a vida. Sem nenhum dano cerebral ou sequela.

Espera-se que o experimento seja aplicado em humanos no prazo de um ano.

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– Fala mano. Beleza?
– Beleza.
– E aí cara, vamos bater uma bola hoje a noite lá no fundão?
– Putz, nem rola velho.
– Ah, não acredito! Vai ficar de frescurinha agora? Nunca foi de negar uma pelada.
– É que hoje to quebrado mesmo. Sem condição.
– Que foi? Muito exercicio com a marininha, garanhão? Vi vocês saindo juntos lá do BH.
– Nada. Esse final de semana foi pesado. No sábado tava passando mal, bem zuado mesmo. Achei até que era culpa daquele guisado de sexta. Fui para o hospital pra ver qual que era. Vomitei pra dedéu, tosse, dor nas costas. Rolou que eu acabei morrendo.
– Ah é? Pô, que merda hein. Mas o que era? O guisado?
– Não nem era não. Tive umas parada no pulmão. Sei lá. O fato é que morri, daí fiquei lá geladão umas quatro horas, até darem um jeito nas paradinha lá dos brônquios para eu poder ressucitar.
– Pô, foda. Isso deixa qualquer um quebrado mesmo. Mês passado eu morri também. Nem te contei né?
– Não, nem contou.
– Então. Tá sabendo que eu e a Luiza mudamos da casa que morávamos?
– Fiquei sabendo. Ela queria morar num apê né?
– Exato. Por causa de segurança, essas coisas.
– Sei.
– Apesar de não achar a idéia muito atraente, mudamos. Nunca tinha morado em apartamento e fomos logo pro sétimo andar.
– E tu tem medo de altura?
– Nem, mas você tá ligado que dou minhas escapas né?
– To ligado. Sai de fina na madruga.
– Só. O problema é que para evitar o barulho da chave sempre saí pela janela da sala.
– Sei.
– Você acha que eu lembrei que tinhamos mudado?
– Caramba! Se tacou lá do sétimo?
– Caí que nem pombo sem asa.
– Caraca. Que foda.
– É, mas o pior não foi isso.
– E o que foi?
– E pra explicar pra Luiza porque eu tava pulando a janela?

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7 Comentários on "Zombie dogs"

  • Thaís diz

    hahahaha. MUITO boa…. realmente, quando a morte se torna um problema contornavel, a dimensão dos outros problemas muda completamente….

    eu queria morrer e depois voltar…. se bem que haveria uma superlotação do mundo… ninguem mais ia morrer! entao iam ter que parar de nascer bebes… pensando bem, ia ser muito complicado. fica assim que é mais facil. hehehe.

  • Anônimo diz

    Bom, bom!! hahahaha

    É bom e velho Kris, jogando leve e fazendo bonito! hehehe Boa Mamute!!

  • José Ignacio diz

    Tem gente que eu gostaria de trazer de volta, tipo vocês meus manos. Outros eu deixaria por lá mesmo…

  • gisela diz

    Do caralho, do caralho mesmo.

  • Ricardo diz

    Xiii … esqueci de assinar! SOU EU!

  • Mafê diz

    Lembro de vc comentando isso no Salve Jorge, realmente ficou muito boa!! Mandou bem Kris, adorei todas as crônicas que li!

    Virei fã. E pronto.

    Beijo,

    Mafê

  • Muito bom, demais mesmo.

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