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Tudo na mesma - (21-02-2006) A cidade continua a mesma, o mesmo trânsito, a mesma sujeira, a mesma teimosia em não funcionar. Em nenhum nível. As ruas mal cheirosas não trazem surpresas, nem uma calçada nova ou uma lata de lixo extra. Saio do carro, inspiro profundamente, sigo para meu edifício, ainda cinza. De terno cinza o mesmo estranho porteiro. “ Do Geílson? Justo do Geílson”. O escritório igualmente não mudou, a mesa espaçosa está lá, a simpática moça do café também. Sento na cadeira, essa mudou, parece mais desconfortável do que antes. Não era a espuma, nem o encosto reclinável. 2 de 152 mensagens. MSN piscando como uma luz estroboscópica. “Como foi a viagem?”. Ctrl+C. Ctrl+V. O ar condicionado ressona, uma coisa a menos para reclamar. Está frio. Mas que é barulhento é. Os pedidos, comunicações e relatórios também estão parecidos, muda uma linha aqui, uma coluna ali. A Adriana saiu. Foi demitida? Não, está abrindo o próprio negócio, andando com as próprias pernas, buscando seus sonhos, vivendo como se… Tá, tá. Entendi. 53 de 152 mensagens. A conexão da Internet é solidária, segue lenta como se tivesse passado uma semana na praia e voltasse a velha rotina enferrujada. Enjoada, a barriga reclama. Pausa para o almoço. Sem revoluções vou para o mesmo “kilo”. O preço mudou, pra mais, o aspecto do húmus segue o prédio, já o aroma, das ruas. Um café e a conta. Preciso ir embora. O almoço foi produtivo. 55 de 152 mensagens. A minha insatisfação acompanhou o preço do almoço. Ctrl+V. O dia corre no ritmo da conexão. Os minutos vão colando os sonhos e as realidades. “Hoje é aniversário da Detinha”. Parabéns! Aquele negócio que estavam agitando continua de pé. Sem trocadilho. Como foi de viagem? Cacei patos. Hein. É, patos, odeio aquele qué-qué. Um pouco de diversão enfim. Foi quase. 141 de 152. Amanhã termina. Fecho as “janelas”. Abro a porta. Alguns elevadores lotados depois e consigo me convencer que 16 andares de escada não vão matar ninguém. Mas bem que podiam. “Do Geílson? Justo do Geílson”. Cinza. Cheiro. Carro. A cidade continua a mesma. É minha companheira. |
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Thais 21-02-2006 07:23
esse é que é o espirito de retorno que eu gosto de sentir nas pessoas! hehehe. mas nada melhor que o tempo para nos adaptarmos novamente. O ruim é voltar. As vezes, quando partimos, até saudade dá, não é mesmo? E essa só nos faz lembrar dos momentos bons. Ah sentimentos estranhos…. |
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Paulo - link 24-02-2006 01:28
Como já tinha te dito, gostei. Beleza de atmosfera. :) |
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Anonymous 07-03-2006 07:52
Por que a vida às vezes parece uma seqüência de longos intervalos entre períodos de férias? |
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Zé - link 14-03-2006 10:55
(Esse foi meu.) |