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100 - (25-07-2006)

Cada um tem sua superstição. Uns tem que colocar o saleiro na mesa antes de passar para alguém, outros por sua vez tem objetos da sorte, uma camiseta que nunca foi lavada desde o último título da Portuguesa. Ainda que nenhum tenha explicação racional não entendo os números da sorte.

Zero. É o número de pessoas que conheço simpatizantes do numeral de valor inexistente. Também não é surpresa alguma afinal, zero é o número do recruta zero que, aqui entre nós, era um zero a esquerda. Outra celebridade dos desenhos que adotava o número zero era Dick Vigarista, que além de ser um canalha nunca pontuou numa corrida maluca. Zerava sempre.

Clichê é o número sete. Muitos são sete, mares, pecados capitais, nitrogênio, notas musicais e o código DDI do Cazaquistão. Dizem que psicólogos fizeram experiências em que perguntavam às pessoas para escolher um número de um a dez. A grande maioria dizia sete, daí os psicólogos diziam: “Oito, ganhei”. Não tiveram sorte.

Um número, treze. Tem treze letras, fixação do falecido Zagallo. Treze anos atrás, quando ele ainda era vivo, o mundo jornalístico adorava falar sobre a superstição do tetracampeão. A curiosidade era alguém gostar justamente do famoso número do azar. Azar de um, sorte de outros.

Veado. Responde pelo número vinte e quatro no jogo do bicho. A associação entre o querido animal veado e o homossexual do sexo masculino é enigmática. Segundo o wikipedia vem da similitude fonética com a expressão “vim de quatro”. Se é verdade eu não sei, mas a bicharada não liga. Cai de pau no coitado do veadinho jogando o vinte e quatro na sua cara. Azar o deles.

Cem outros números trazem suposta sorte aos seus adeptos, porém cem é único. Há séculos vemos o número cem ligado as coisas mais significantes da história. Benjamin Franklin teve a honra de estampar a nota mais importante do mundo. São elas que enchem as maletas dos negociadores de armas e afins, nunca ordenadas. Tenho cem por cento de certeza que nascer no ano 100 antes de cristo trouxe sorte a Júlio César. Ele conquistou o mundo, criou um império e gravou seu nome na história e morreu assassinado com uma facada nas costas. Estamos falando de sorte e não lealdade.

Sem dúvida cem é único, representativo o suficiente para merecer atenção especial. Dez é pouco, conta-se nos dedos das mãos seus feitos, mil é muito, milhares de coisas se perdem nessa quantidade. Cem é legal, impressiona, é pra poucos sem dúvida.



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Thais • 25-07-2006 10:00

100sacional!! hehehe.

a do saleiro eu realmente acredito. melhor prevenir….

te amo! beijos….

Anonymous • 27-07-2006 01:53

O Zagallo morreu?

Zé • 27-07-2006 01:53

(Essa foi minha.)

Ricardo - link - ricardo@cronistasreunidos.com.br • 28-07-2006 01:57

AEEEEEEEEEE!!!!

Parabéns Notável Mamute! Mais um centenário entre nós! Eu já estava me sentindo sozinho !

Kris - link - kris@cronistasreunidos.com.br • 28-07-2006 06:48

Morreu…vc não viu o corpo dele na copa ao lado do Parreira?

Zé - link • 31-07-2006 01:11

Ah, aquilo era o corpo? Achei que fosse uma manifestação ectoplásmica. “Who you gonna call? Ghostbusters!”

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