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Domingão Culturete - (22-06-2002) Domingão. Aquela velha rotina ociosa. Acordar preguiçosamente às 11 horas e ir para o sofá da sala. Ler o jornal e assistir televisão até a hora do almoço, sempre na horizontal, afinal é domingo. Após o almoço uma espreguiçada e mais lesera no sofá. Um domingão típico. Sinto-me até envergonhado de desperdiçar tanto tempo assim. Estamos em São Paulo, a terceira maior cidade do mundo. O maior pólo cultural da América Latina. Centenas de opções de lazer. Não há desculpas. Falta de dinheiro? 31 shows musicais, 5 espetáculos de dança, 13 mostras de cinema/vídeo, 28 exposições e 26 peças de teatro; todos gratuitos. Moro longe? Atualidades e RAP em São Miguel Paulista, Teatro de Antônio Abujamra no Butantã, show do Quarteto Grave em Santana, Tarde Literária em Santo Amaro ou Ópera no Centro; extremos Leste, Oeste, Norte, Sul e o Centro, todos cheios de atividades. E o que eu estou fazendo em casa? Eu tenho que aproveitar o domingão e fingir que tenho cultura. Tirei meu pijama e fui à luta. Mostra de Curtas-Metragens Paulistas no Centro Cultura São Paulo. Gratuito e do lado de casa. Toda essa introdução para esse pequeno comentário: vocês não odeiam quando encontram aquela pessoa que você conhece, mas não é assim seu amigo, daquele tipo que até é gente boa, mas não rola muito papo, sabe Deus o por quê. Aquela situação onde estão os dois sozinhos e você tentando achar algo para dizer só para quebrar aquele silêncio constrangedor. Pois bem, cheguei ao Centro Cultural numa boa, peguei o ingresso sem problemas e esperei abrir a sala. Enquanto não abria passeava pela exposição de fotos montadas lá. Sentada no canto vejo uma conhecida minha. Aliás, uma daquelas pessoas que você conhece, mas não é assim seu amigo… etc, como expliquei no início do parágrafo. Não, acho que não é ela, está diferente… sei lá. É melhor fingir que não viu que pagar mico e cumprimentar a pessoa errada. E depois sempre tive a impressão que ela não gostava de mim. Abriu-se a sala e entrei, logo atrás veio a suposta conhecida que não é exatamente amiga e etc. Tento olhar melhor para ver se é ela mesma, mas não chego à certeza nenhuma. Ignorar… É… Ignorar é bom… Saindo da sessão a procuro com o olhar mais uma vez, mas não a encontro. Ficarei com minha dúvida. O que não considero nenhum grande fardo. Sentimento de dever cumprido por aproveitar toda essa cultura da cidade e agora posso voltar para a minha… - Leopoldo! É você? Agora sim, voltei para casa com o sentimento de dever cumprido e, ainda não sei por que, com a mesma sensação de que ela me odeia. |
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paulo - prvasc@terra.com.br 26-06-2002 09:28
Fiquei curioso. Esse curta “Palíndromo” existe mesmo. Como será que é o enredo, um cara pedindo socorro em um ônibus no Marrocos? |
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Leo Y Saito - link - leoecausp@hotmail.com 26-06-2002 12:49
Deja vu. Gostei do final. Rs. Li sua matéria no mundo perfeito. Show. |
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Fabio! - f_pereirakaspar@zipmail.com.br 07-08-2003 09:43
Tipo, eu tava atraz de um site sobre leopardos e entrei aki por curiosidade!! |