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O Chatotivismo (Parte 1) - (11-09-2002) Todo mundo tem seu momento de filosofia de botequim. Desde grandes pensadores e bebedores de cervejas até os bebedores de cerveja não muito pensantes, todos tentando desmistificar grandes questões intrÃsecas ao âmago do indivÃduo (como desvendar a alma feminina ou tentar descobrir se a Joana é virgem mesmo). Temos do clássico pensamento de Quincas Borba “Ao vencedor as batatas” ao nosso amigo Volponi que criou a filosofia “o que eu não vejo, não existe”, o que nada mais é que uma idéia baseada em Descartes chamada Solipsismo. Como o Volponi mesmo exemplifica: “O segredo para nunca se tornar corno é ter um carro barulhento, ter um cachorro que sempre avisa quando você chega, chegar sempre na hora marcada e nunca, de jeito nenhum, ser curioso”. Apesar de eu não beber cerveja, já tomei coca-cola suficiente na companhia de bêbados para criar minha própria corrente filosófica, o Chatotivismo. Para explicar o Chatotivismo, preciso primeiramente apresentar todo o contexto histórico da idéia. Um filósofo inglês medieval e monge Franciscano, William of Ockham (1285-1349) dizia “Pluralitas non est ponenda sine neccesitate” ou “pluralidade não deve ser colocada sem necessidade“. Esse é o “princÃpio da Navalha de Occam”. É um bom exemplo das idéias positivistas surgidas na época e usada até hoje para desmistificar certas teorias e suposições baseadas em fé e em dogmas. Hoje em dia o princÃpio é interpretado como “a explicação mais simples é a melhor“. No filme Contato (de Robert Zemeckis, baseado no livro do Carl Sagan) a Navalha de Occam é citada como argumento para provar a não existência de Deus: “É mais simples acreditar em uma evolução gradual do universo ou em um ser todo poderoso que tudo criou em menos de uma semana?”. O Chatotivismo vai além do conceito da Navalha de Occam. Um pequeno exemplo prático para ilustrar a idéia: “Por que a luz acende quando acendemos o interruptor?” a) Porque quando mudamos a chave do interruptor o circuito se fecha e a corrente elétrica faz a lâmpada acender. Para nós é mais simples acreditar na primeira alternativa, portanto pela Navalha de Occam eliminamos a teoria dos duendes. Agora se botarmos a Xuxa para fazer esse “texte”, obviamente ela eliminaria a primeira alternativa, afinal os pequenos duendes são bem mais plausÃveis para ela que essa tal de eletricidade. Para evitar esses possÃveis desvios na teoria (e na capacidade mental da nossa ilustrÃssima Rainha dos Baixinhos), cheguei ao seguinte conceito: “em casos de hipóteses de igual valor, a explicação mais chata sempre tende ser a verdadeira“. Pude presenciar um pequeno exemplo prático desta teoria: - Qual o endereço que diz aÃ? (Fim da parte 1) |
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Murilo Boudakian Moyses - mumoyses@hotmail.com 18-09-2002 04:38
Leopoldo Safado. Eu lembro disso! |
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Ricardo Alter - ricardob@fox.com 19-09-2002 03:51
Eu não estava presente mas posso adivinhar!!! hahahahahaha!!!!!!! |
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volponi - link - volponi@cronistasreunidos.com.br 22-09-2002 08:50
Essa é só a parte 1. |
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Lilian 23-09-2002 05:19
Léo, não é que a sua teoria dá certo? Apliquei diversas vezes esses fim de semana. |
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Sérgio - ssilva@hotmail.com 24-09-2002 03:27
O prédio do volponi deve ser conhecido como a esfinge da Lapa. que mistério |
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malena - cmalena@hotmail.com 03-10-2002 02:48
me avisa qdo tiver a parteII. já tem a parte II? ah, nada não… |
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anninha - apschs@uol.com.br 06-10-2002 04:14
A-D-O-R-E-I!!! |