Férias

“Estou tirando minhas primeiras férias oficiais. Daquelas que precisa assinar papéis, que vem uma grana a mais na conta. Férias com tudo que tenho direito. Porém, não estou tão feliz quanto achava que eu deveria estar.

Estou a três dias de ficar bundando (o mesmo da Renata) na praia, tomando caipirinha, jogando frescobol, nadando na piscina, etc. Estou muito feliz com essa situação. Estaria até mais feliz se um maldito senso de responsabilidade não tivesse baixado na minha pessoa.

Eu quero sair e não quero. Eu quero terminar meu trabalho. Mas como isso é possível? Trabalho nunca acaba. Projetos vão, projetos vêm, mas parado mesmo você não fica. Não contente com a situação, eu me ofereci para subir até São Paulo para uma reunião. EU ME OFERECI!!! Conheço pessoas que, até obrigadas, fariam isso. MAS EU ME OFERECI!!! Tá certo que é um projeto legal, que eu gosto muito e que, de certa forma, me interessa. Engraçado é que há um mês, eu espancaria alguém com o mesmo comportamento.

Pensando nisso eu descobri que existem duas definições de férias: período de descanso para poder voltar ao trabalho renovado, com novas idéias, novo astral e, porque não, novas esperanças; ou então, período de descanso oferecido (e merecido) ao término de um trabalho realizado. Não preciso nem dizer que os que adotam a primeira opção são muito mais felizes que os outros.

Pois bem, eu faço parte do grupo de pessoas que até hoje adotam a segunda opção (como não conheço mais ninguém que faça isso, me considero até um fundador desse estilo), afinal, sempre (duas vezes) tirei férias quando mudava de emprego e só mudava de emprego quando não tinha mais nada para fazer. Aquela situação em que você faz a mesma coisa tantas vezes, que até pensa em escrever manuais sobre o assunto.

Acho que o real motivo de toda essa preocupação está no fato de que eu odeio deixar coisas inacabadas, ou até largar minhas coisas nas mãos de outros. E nesse momento, tão perto das férias, me vem à mente outra preocupação: acho que também vou ter problemas quando meu descanso chegar ao fim. Vai ser difícil abandonar (pela metade) a praia, o mar, os mergulhos, o carnaval, o incessante fazer nada, as baladas, as longas manhãs de sono… “

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