Do Telefone para o Divã

“Mauro Vinicius, Telefônica, como posso ajudar?

– Vem aqui em casa tirar esse speedy que não funciona.

– Senhor, eu não posso fazer isso.

– Ah é! E então o que você pode fazer?

– Na verdade temos um livro de procedimentos senhor.

– Para com esse negócio de “”senhor”” que eu não sou general, ok?

– Sim senhor, porém devemos chamar cliente sempre de senhor, senhor.

– Mesmo se seu cliente tiver 10 anos.

– Sim senhor!

– Meu rapaz, você não está me ajudando, quero me livrar do speedy.

– O senhor deseja romper o contrato senhor?

– Lógico! Isso nunca funcionou. Meus filhos estão muito frustrados.

– Bem senhor, no caso dos seus filhos, não posso ajudar muito.

– E quem pediu ajuda? Como me livro dessa parafernalha?

– O senhor precisa relatar qual o problema com o serviço, senhor.

– O problema é que meu speedy não funciona.

– Não existe essa opção aqui no sistema senhor. O senhor deve estar com serviço operando com irregularidade. O senhor poderia, por favor, descrever quais são essas irregularidades?

– A irregularidade é que ele não funciona.

– Senhor, eu estou tentado ajuda-lo e o senhor não está colaborando.

– Aii! Eu vou me matar!

– Não podemos ajudar nesse sentido também, senhor!

– Essa conversa está sendo gravada?

– Para sua segurança senhor. Queria acrescentar que a sua consulta ultrapassou 5 min, e portanto, estaremos cobrando automaticamente, para seu conforto, R$2,30 por minuto adicional na sua conta desse mês.

– Você enlouqueceu. Meu speedy não funciona, você é um incompetente e eu pago a conta?

– Sim senhor, chamamos isso de otimização dos recursos sobre a satisfação de nossos clientes.

– Satisfação? Dá vontade chorar.

– Como disse senhor, não posso ajudar o senhor nesse caso. Mas vai uma dica, procure em psicólogo.”

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1 Comentário on "Do Telefone para o Divã"

  • Marina diz

    conheço essa situação…. quem precisa se tratar é a telefônica

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