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Do Telefone para o Divã - (20-04-2002) “Mauro Vinicius, Telefônica, como posso ajudar? - Vem aqui em casa tirar esse speedy que não funciona. - Senhor, eu não posso fazer isso. - Ah é! E então o que você pode fazer? - Na verdade temos um livro de procedimentos senhor. - Para com esse negócio de “”senhor”" que eu não sou general, ok? - Sim senhor, porém devemos chamar cliente sempre de senhor, senhor. - Mesmo se seu cliente tiver 10 anos. - Sim senhor! - Meu rapaz, você não está me ajudando, quero me livrar do speedy. - O senhor deseja romper o contrato senhor? - Lógico! Isso nunca funcionou. Meus filhos estão muito frustrados. - Bem senhor, no caso dos seus filhos, não posso ajudar muito. - E quem pediu ajuda? Como me livro dessa parafernalha? - O senhor precisa relatar qual o problema com o serviço, senhor. - O problema é que meu speedy não funciona. - Não existe essa opção aqui no sistema senhor. O senhor deve estar com serviço operando com irregularidade. O senhor poderia, por favor, descrever quais são essas irregularidades? - A irregularidade é que ele não funciona. - Senhor, eu estou tentado ajuda-lo e o senhor não está colaborando. - Aii! Eu vou me matar! - Não podemos ajudar nesse sentido também, senhor! - Essa conversa está sendo gravada? - Para sua segurança senhor. Queria acrescentar que a sua consulta ultrapassou 5 min, e portanto, estaremos cobrando automaticamente, para seu conforto, R$2,30 por minuto adicional na sua conta desse mês. - Você enlouqueceu. Meu speedy não funciona, você é um incompetente e eu pago a conta? - Sim senhor, chamamos isso de otimização dos recursos sobre a satisfação de nossos clientes. - Satisfação? Dá vontade chorar. - Como disse senhor, não posso ajudar o senhor nesse caso. Mas vai uma dica, procure em psicólogo.” |
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Marina - marina_@uol.com.br 26-04-2002 09:14
conheço essa situação…. quem precisa se tratar é a telefônica |