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Se arrependimento matasse… - (01-08-2003)

“Eu nunca fui pessoa de me arrepender, de olhar para trás. Sempre acreditei que olhar para trás carregava todo peso negativo da expressão que representa o ato. Mas hoje eu mudei. Por quê? Muito simples. Quando você não precisa, ou acha que não precisa de respostas, é fácil seguir em frente, colocar o passado nas costas e ignorá-lo, tomar decisões e esquecer as conseqüências.

Porém, hoje eu preciso de uma resposta, uma resposta exata, precisa…matemática.. Não há espaço para especulações, indagações e outras reflexões subjetivas. Eu preciso de uma fórmula. Raciocínio lógico já não basta.

Olhei para frente e enxerguei os caminhos que podia escolher, seguir, mergulhar e me afundar. Eu não via o fim. Como isso não foi suficiente, olhei para o presente, tempo real com as emoções à flor da pele. Confusão total e absoluta. “”Não há resposta, não há resposta”", gritava na minha cabeça.

Relutante, olhei para o passado. Nele as coisas fazem sentido: encontrei situações parecidas, semelhantes. Foi fácil fazer o diagnóstico; difícil vai ser achar o tratamento adequado, como diria o doutor.

Acabou que eu não encontrei. Não sei se isso é comum, mas até que estou calmo, porém perplexo, nunca vivi uma situação assim. Nunca estive nessa ponte, onde se tem névoa nos olhos e nas costas.

Me parece então que não me cabe buscar a resposta, e sim fazer a pergunta, e rezar, talvez, para tê-la logo, bem baixinho, ao pé do ouvido…”



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volponi - link - volponi@cronistasreunidos.com.br • 01-08-2003 07:30

Murilo, sem dúvida é mais fácil encher-se de certezas e tocar o barco pra frente. Por isso tanta gente é saudosista da infância. Acho justo admirar a infância, mas não por esse motivo.

Quando raciocínio lógico não ajuda, quando olha-se para o presente e nada parece claro, é porque muitas opções estão aí. E isso, ao contrário da angústia que gera, é ótimo.

Muita gente prende-se na mediocridade, assim cria artificialmente outras certezas. Assim, contente-se em não ter “a resposta”, mas sim buscá-las, todas elas, quais sejam, dia a dia.

mc - mclaudiaqbaraujo@hotmail.com • 01-08-2003 07:43

Não sei o que me impressionou mais: a crônica ou o comentário do Volponi. De qualquer forma, parabéns para os dois.

Jacaré - guilhermepita@hotmail.com • 04-08-2003 05:13

Olha, Murilóvski, pelo sim, pelo não, veja se não cabe mais uma vasculhada no passado. Muitas vezes ele tem muito a revelar. Pode não ser a reposta, mas uma pista.

(…)

I mean it, when I analyze the stench

To me it makes a lot of sense

(…)

If you know your history,

Then you would know where you coming from

(…)

Jackie - link - jackiejbs@hotmail.com • 04-08-2003 06:42

É…. (Jackie sem palavras)

Marina - marina_@uol.com.br • 10-08-2003 05:44

Não existe resposta matematica para a vida,

As vezes é preciso usar mais o coração

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