Brasil

“Eu amo mesmo o Brasil. É um país de infinitas possibilidades. Seus recursos naturais, humanos, biológicos, genéticos e sociológicos mal foram explorados. E pelo que tenho lido nos jornais, não que isso seja grande coisa, ainda vamos deixar de explorar isso por muitos anos.

Andei pensando no porque dessa situação precária. Certamente já se viu que não é uma questão de poder político, ele muda de um lado para outro, mas a situação não. As intenções e os atos que estão nas estrelinhas desse poder são os mesmos, não há como deixar de enxergar isso.

Acho que todos os países do mundo são assim, tem os seus meios para que os grupos dominantes ganhem dinheiro e poder. Acho que a maneira que o Brasil escolheu é apenas mais prejudicial do que a outros.

A França por exemplo, decidiu ganhar dinheiro e poder com vinhos, queijos, armas, turismo, climinha e astral. Coisas típicas e muito regionais. Através disso se faz poder e dinheiro na França. O país trabalha em torno disso de tal forma que não há um governante que não apoie essas práticas. Elas são muito benéficas para o círculo do poder e para a população em geral.

Os Estados Unidos são os melhores em fazer dinheiro e poder. Ultrapassaram o mestre, a Inglaterra. Lá eles fazem dinheiro com armas, cinema e tecnologia em geral. Lá tudo tem alta tecnologia. Com guerra ou sem guerra, com assédio sexual ou sem, os governantes vão dar todo o apoio para que essas atividades recebam toda a atenção do mundo e continuem sendo fabulosas máquinas de dinheiro.

No Brasil estamos começando a fazer dinheiro com a agricultura e talvez industria de base, mas muito timidamente. Mas o governo ainda acha que a nossa melhor máquina de fazer dinheiro é ele mesmo. E não só, usar a estrutura é a forma de se manter no poder. Uma combinação explosiva. Estou no governo e vou tirar o maior proveito, ou dinheiro, possível para me manter no poder. É por isso que não estão aí para as duas industrias acima citadas.

Nosso governo trabalha sem medir esforços para criar entraves, processos e conflitos que lhe gerem poder. A nossa verdadeira vocação é fazer com que o dinheiro público não chegue onde a constituição manda chegar e esse é provavelmente o nosso maior legado para o mundo.

Dá orgulho, não?”

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