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Mal Entendido - (10-09-2005) “Sentaram no primeiro banco que estava vazio na praça. Antes, obviamente, ele limpou o banco. Sentar em cima de folhas não é agradável, a conversa, certamente, não seria também. Haviam se separado há mais de três anos. Ela estava de volta à negócios e ele nunca havia se mudado da cidade natal. A praça era a mesma onde eles tiveram sua primeira briga, eram adolescentes na época. - Fiquei contente que você me ligou. Imóveis por alguns segundos, observaram o carrinho de cachorro quente. Provavelmente lembrando das inúmeras vezes, que haviam matado aula para comer e depois namorar na praça. Se entreolharam. - O que será que deu errado? Ela estava nervosa, mas não demonstrava, já ele, não conseguia disfarçar o nervosismo. Ele sempre coçava o joelho quando estava nervoso. Ela pegou na sua mão. - Não precisa ficar assim. Podemos apenas dar uma volta pela cidade. Andaram por trinta minutos, relembrando cada passagem de suas vidas naquelas ruas praticamente intocadas. Os passeios de bicicleta, as brincadeiras de rua, a turma da rua de cima e a turma da rua de baixo, os cachorros bravos, os velhos mau humorados e até a velha fonte da Dona Iracema. Quando chegaram na porta da casa da Patrícia, ele pegou em suas duas mãos e se aproximou. - Achei que nunca mais fosse beijar essa boca. |
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Gabi - link - gabi_blanco@hotmail.com 08-09-2005 03:06
Vc é mal – acabando com os finais felizes de histórias românticas, rs. Mas fica MUITO melhor assim. Adorei o texto. |
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José Ignacio - jicmendes@gmail.com 09-09-2005 11:33
Mandou bem, rapaz. Não está mais apressadinho! |
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José Ignacio - jicmendes@gmail.com 22-09-2005 07:38
O primeiro diálogo, aliás, está excelente! |