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Mudança - (10-10-2005) “Ontem eu estava voltando de Ituverava e fui parado por um policial rodoviário. Perplexo parei o carro. Ele me abordou: - Senhor, documentos por favor. Calhou que o guarda nem sabia o que fazer com meu farol queimado, e comecei a questionar se realmente as pessoas eram multadas na estrada ou se tudo se resolvia no “”mau contato”". Depois andei pesando em todas as possibilidades de saÃdas ilegais que já haviam aparecido na minha frente, nos meus poucos e não representativos anos de vida. Como um qualquer como eu poderia ter acesso a tanta sacanagem? A sacanagem deveria estar restrita a poucas pessoas. No resto do mundo funciona assim, pelo menos. Aqui pelo visto a coisa degringolou de vez, mas não podemos perder as esperanças. Eu vou consertar essa bagunça. A primeira coisa a fazer era exigir um serviço público decente. Fui até a prefeitura verificar a situação do alvará de funcionamento do estacionamento que acabara de comprar. A moça foi muito atenciosa: - Não sei informa-lo. Mas que merda. Como eu iria consertar isso. O jeito seria marcar uma maldita audiência com o presidente, mas até eu conseguir isso já estarei muito velho e mal-humorado. Então está decidido. Vou embora dessa merda! Fiquem com a Amazônia, a alegria, a hospitalidade, os bois e até com a droga da feijoada. Eu vou para um paÃs organizado e honesto. Olhei no mapa. Minha mãe mandou eu escolher esse daqui. Letônia. Acho que não, de novo. Vou jogar uma pedrinha no mapa. Onde ela cair é o meu destino. Portugal. Nem a pau! Vai Espanha então. Barcelona tem balada, ar puro, uma catedral inacabada. É lá mesmo. Chegando no aeroporto fui falar com a autoridade de imigração. - Bom dia oficial. |
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