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HermÃnio Muchon Filho - A história de um catatau! - por Ricardo Conheço ele desde meus 9 anos de idade e poucas vezes pude prever o seu idiossincrático comportamento. Talvez um dos meus únicos acertos, foi em sempre saber que nele teria um amigo para toda a vida. Daqueles que se conta nos dedos de uma mão, sabe? Uma das passagens que mais me marcaram em todos esses anos de amizade, foi no ginásio, quando numa dessas bobeiras de adolescentes, obrigaram-no a lutar contra um peso-pesado da nossa classe rival. O cara era um japonês grande, forte, quase um lutador de sumô. E eu, confesso, fiquei desesperado por meu amigo. Sem que se tivesse muito tempo para pensar, colocaram os dois no ringue (um daqueles colchões para a prática de salto em altura, na educação fÃsica) e deram o gongo. O japonês (coitado dele…) veio correndo com vontade tamanha, que o HermÃnio (de descendência hispânica) com um leve “olé”, obrigou-o a aterrizar forçadamente de cara no chão, ouvindo a risada de dezenas de moleques ávidos por um momento de humilhação. Por essa e milhares de outras experiências que tive, costumo dizer que o HermÃnio vive num mundo só dele, único, com tênues ligações com o nosso. E é isso que faz com que em muitas vezes, sejamos surpreendidos com tiradas geniais (literalmente), mas que para ele, dentro “Hermundo”, não passam de um pensamento banal. Fã compulsivo de Simpsons e Amor de FamÃlia, traz na admiração pelo humor descompromissado e aparentemente tolo, a explicação de seu estilo único de pensar, sentir e escrever. Mas não achem que isso que estou escrevendo possa definir quem é o HermÃnio. Obviamente, ele encontrará um jeito de surpreender a todos, negando tudo que poderÃamos imaginar. Ou não … vai saber ? |
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