Azul

Deu azul.

É, deu azul. Estava tentando escrever alguma coisa, inédita, divertida e bem humorada, com certa classe e destreza. Não consegui. Deu azul.

Azul, porque combina com o azul dos meus olhos. E …… se todo escritor já tentou, sabe que sempre é complicado escrever quando dá um azul. Você fica sem reação e a única coisa que passa pela sua cabeça é escrever sobre o azul.

Bom, acho que quase todos os escritores já disseram algo sobre ele, o azulão – não o São Caetano; o azulão que dá quando você quer escrever alguma coisa mas não sabe o que, nem sobre o que. Isso é muito complicado mesmo, já vi que estou indo para o mesmo caminho. Mas o que eu posso fazer? Só consigo pensar nisso! E o pior de tudo é que sempre saíram bons textos sobre esse momento tão azul das nossas vidas.

Eu poderia começar falando sobre várias coisas azuis da vida, falar sobre o azul dos dentes e dos ossos e como essa coloração influencia no caminhar das relações. Poderia ficar falando sobre a discriminação dos azuis e a consequente reclusão da sociedade. Você já viu algum azul andando por aí?

É nesses momentos que eu prefiria estar em uma praia descansando e esperando que o branco das idéias viesse e me inspirasse. Olhando o mar alvo e as nuvens azuis no pálido céu, eu poderia esperar o branco! Só o branco pode salvar um texto que não tem pé nem cabeça, começo nem fim.

Calma, gente! Tô tentando escrever ……….. droga! Azul, azul, azul! “Pense em outra cor, vamos lá! Pense verde, pense verde, pense verde!”. Verde, verde, verde ………………….. azul.

Mas que droga!

Você aí! É! Você que está lendo. O que se pode dizer sobre o azul? Já desisti de escrever sobre outra coisa, vamos lá, me ajuda vai!

Tem os tubarões azuis, as nuvens eu já falei; ah, as pombas azuis da Paz; é ….. nada mais azul do que o azul da Paz. Tem também os mágicos com suas cartolas, também mágicas, por onde saem coelhos azuis. Um clássico da azulidade!

Pois é! É muita responsabilidade escrever sobre o azul, as comparações virão (e são inevitáveis). Se é que um texto meu pode ser comparado com alguma coisa. Olha só a minha pretensão! Mário Prata escreveu um texto maravilhoso, assim como o Verríssimo e o João Ubaldo. Até o Kris, escreveu um texto sobre esse momento. E todos ficaram muito bons. Como eu posso escrever sobre o azul que a gente tem na hora de escrever, aquele azul que dá na gente, sem ser repetitivo ou fraco.

Ei, você aí? O que você acha? Tenho alguma saída? Você, também………………! Lê toda semana, mas na hora de ajudar …… me abandona!

Sei lá, não tenho nada muito “sacadinho”, criativo, talvez nem inédito, mas poderia trocar as cores. É! Trocar as cores. Quem sabe se nessas horas desse um “branco”?

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8 Comentários on "Azul"

  • Ô Paulão, até parece q não sabe… Os Smurfs são brancos!

  • Será que muito azul é culpa do site dos cronistas? Você não acha que ele é muito cinza e azul? Azul é muito azul, talvez fosse o caso da gente mudar a cor de azul para outra que não seja azul.

  • Paulo diz

    Uma crônica sobre azul e vc nem falou de Smurfs… tsc, tsc, tsc…

    hehehehehehehe

  • paulo roberto vasconcellos diz

    Pior que dar azul é receber azul: um bilhete azul. E o pior é que o mercado não está nada azul. Ah, parabéns pelo prêmio!

  • Anninha diz

    Que o azul é tudo de bom cê já sabe, né?! Pois então saiba tb que o seu “Azul” é tb tudo de bom! Chega a ser inspirador… (vide texto enviado por e-amil!)

    Bjo gde

  • Anninha diz

    Tá! Não estou fazendo propaganda da Amil, não… na msg acima é “vide texto enviado por E-MAIL”!

    Sorry!

  • Renata diz

    Até o sol nascer amarelinho… Queimando mansinho cedinho, cedinho, cedinho…

    Corre pra dizer pro meu benzinho (?) Vem dizer assim que o amor é azulzinho…

  • Ricardo diz

    Você falou até do azul dos mágicos … carinha , essa idéia do azul foi muito boa! Parabéns mesmo !!

    Que bom ver os cronistas quebrando tudo de novo ! hehehe

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