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Epiphania - (14-08-2002) Em tempo, foi na semana do feriado de sete de setembro que tudo aconteceu. Era tarde da noite, a cidade vazia - como se fosse uma velha cidade, da velha Europa, velha. - A culpa é da sociedade consumista que sempre empurra, guela abaixo, produtos e mais produtos indiscriminadamente. Você nunca vai conseguir ser feliz enquanto não tiver o “super klepton blupten”. E depois, você vai querer o “super klepton blupten plus” e assim por diante até o fim dos dias. - Que nada, as pessoas são feliz, só não sabem disso. Quando você recebe um beijo da pessoa mais querida, por exemplo, e sente aquele frio na barriga; é porque você está feliz, mas teima em dizer que é uma “sensação gostosa”. Nós não consegimos identificar a felicidade mas somos todos felizes e desafio alguém dizer, aqui, que nunca sentiu aquele frio na barriga. Foi ali mesmo na rua, onde tudo acontecia. A brisa marinha acariciava meu rosto em ondas de frescor que pendulavam no ritmo das folhas das palmeiras na avenida beira-mar. O som bravo das calmas ondas traziam o ruÃdo criador das canções de ninar. Estava calmo. Sem preocupações. Só a porcaria da felicidade. Ali, naquela mesa de bar, sentado com os amigos, foi que me veio a idéia de que tudo aquilo, toda aquela busca chegara ao fim. E se não houvesse felicidade? E se toda essa busca fosse vã. EstarÃamos todos enganados a respeito da vida? Já estava angustiado da companhia dos três, não suportava a idéia que me vinha à cabeça. A vida humana, um erro? Uma coisa fútil e efêmera, sem importância? Não suportava. Levantei e fui andar pela calçada. De ladrilhos, a calçada era de ladrilhos, sabe, aqueles pretos e brancos? Fazia um tempão que eu não via esses ladrilhos, coisa de infância, nem achava que ainda se usavam essas pedrinhas. Pelas calçadas, os cachorros passeavam com seus donos, contentes, despreocupados. Será que alguém mais pensa sobre isso? Esse aà com o buldog? Será que ele sabe que um dia ele vai morrer e que talvez nada do que ele tenha feito em vida mudou ou mudará significativamente o futuro? Será que ele sabe disso? Derepente começo a me achar um ser de outra galáxia com prioridades totalmente diferentes das pessoas que passam com cachorros ou bicicletas. Não demorou muito depois do último pensamento. O ruÃdo foi violento. Por um instante não quis saber o que havia acontecido, continuei firme e em linha reta. Um carro desgovernado. Nunca mais ouviu-se o som das ondas como naquele dia. |
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Monica Murakami - nicamu@hotmail.com 16-08-2002 01:43
Esta crônica foi realmente muito triste…snif…e eu estava tão feliz. Responda rápido: vc está feliz? Obs.: O cenário bar, bebidas e amigos está muito presente em suas crônicas. Por que será? |
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Rafael - rafael@cronistasreunidos.com.br 16-08-2002 02:22
Tá bom, eu sei que é triste. Mas a feliciade é assim: depois que ela vai, fica a tristeza. PS: Sou um bêbado e da� hehehe, brincadeira. |
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Leopoldo - leopoldo@cronistasreunidos.com.br 16-08-2002 03:22
Essa crônica realmente me fez refletir… Por que será que o Léo que não bebe continua andando com esse monte de bêbados? hehehe… Ou é depois que a tristeza vai embora que fica a alegria? |
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anninha - apschs@uol.com.br 16-08-2002 08:18
Nossa! Que denso. |
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anninha - apschs@uol.com.br 16-08-2002 08:20
Ah! Ainda em tempo de entrar na discussão? |
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Fabiane Secches - fsecches@hotmail.com 16-08-2002 12:43
Concordo plenamente com a Anninha. |
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Fabiane Secches - fsecches@hotmail.com 16-08-2002 12:43
Galáxia e não galácia… foi mal. Bjos. |