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O Neocomunismo - (26-09-2002)
- Salve, companheiro Marcos!
- Salve, meu camarada.
- Uma dose?
- Hoje estou afim, pede duas logo.
A conversa segue sem muitas novidades e como sempre acaba em futebol, mulher ou polÃtica. E foi assim que surgiu a questão.
- … porque o que realmente falta ao comunismo é uma releitura. Do jeito que estamos acostumados a aprender, ninguém aceita mesmo. Mesmo porque, quem ensina são esses filhos do capitalismo selvagem!
- Apoiado Inácio! Precisamos revisar e reescrever o que seria o comunismo hoje. A única referência que nós temos é de uma época ultrapassada, que já não faz mais sentido.
- Pois é. Por exemplo, esse negócio do Capitalismo ser uma fase preparatória, anterior e obrigatória para se chegar ao comunismo. Pra que subjulgar os capitalistas? Pra que criar inimizades? Nunca se sabe o dia de amanhã, não é mesmo!
- É verdade, precisamos aceitar mais “o outro”.
- Apoiado camarada. No Neocomunismo - vamos chamar assim, ok? - “o outro” terá prioridade!
- Chega de revoluções. Vamos propor uma coisa mais plausÃvel e paulatina pra ganhar adesão daqueles que ainda temem “os comedores de criancinhas” (não respondo por padres e afins).
- E a propriedade privada? Você acha que a gente mexe nela?
- Acho melhor não, camarada. Isso sempre foi um ponto fundamental no Comunismo antigo.
- Mas no Comunismo antigo eles não defendiam a propriedade privada.
- Como eu disse: acho melhor a gente não mexer nela.
- …
- …
- Afinal ela é privada.
- E é propriedade.
- Companheiro Marcos! Como nós faremos com as classes sociais, os mais ricos e os mais pobres!?
- Bom, a minha primeira idéia é criar uma unidade real de vida, a URV. Ela funcionará como uma espécie de transição fictÃcia para aqueles que tiverem que se adaptar a uma nova situação. As pessoas se adaptam e com o tempo tudo se resolve.
- URV! …………gostei dessa solução!
- Pois é como você disse: “o que realmente falta ao comunismo é uma releitura.”
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