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Uma carta de amor - (19-08-2003) Eu nunca escrevi uma carta de amor. Que coisa mais triste de admitir. Mas a verdade tem que ser dita, como diz minha avó: Dona Maria. Estou aqui para descobrir porque, diabos, eu nunca escrevi esta carta. Não que eu tenha tentado, na verdade eu jamais peguei na caneta pensando nisto. Talvez, por isso. Agora é tudo computadorizado, tudo eletrônico, nada de carta. E-mail. Mesmo assim; nunca digitei um e-mail de amor. Mea culpa por não me envolver muito ou ficar me protegendo, será? Oportunidades eu acho que já tive algumas, mas não é por esse motivo que escreveria uma carta como esta. É preciso esperar “O” momento, trazer com ele toda a paixão e glamour de escrever, literalmente, a tal carta. E imagino que tudo isso culmine em uma grande felicidade de quem a receba. Não um email, uma carta de amor. É difÃcil para mim, uma pessoa que prioriza o contato pessoal, delegar “ações” a outras maneiras de expressão como a escrita e, o que é mais complexo e paradoxal, sentir-se tÃmido em certas ocasiões inter-pessoais - tão complexo e prolÃxo quanto esta oração. Mas tudo isso pode ser trabalhado com o meu psicólogo, mais tarde. Muito dessa lacuna pode ser entendida quando você pára, realmente, para escrever e percebe que só consegue escrever frases feitas ou coisas bregas. E o pior dos mundos é se achar brega, acredite. Muitos já falaram sobre amar e ser amado, e a breguice que é o amor. O amor é assim: brega. E saber disso tudo não ajuda muito a escrever a carta porque as coisas continuam soando brega e sem sentido. Soam como um sentimento falso, cinematográfico, coisa de novela das seis. Nada parece autêntico o suficiente. Dizer, te amo, parece uma expressão comum, banalizada por romances e bobas histórias que mataram a frase e esvaziaram seu significado. Se conseguisse ao menos começar, eu escreveria sobre fraternidade, sobre perdas e ganhos, coisas menos emblemáticas mas que fizessem sentido para a destinatária. Pra ser sincero, toda esta breguice misturada com a cafonice nunca me atraÃram e sempre me jogaram contra esta realidade do amor. Procurando, sempre, alguém para quem eu não precisasse escrever ou dizer estas coisas de amor, que sentisse por mim com a mesma ou maior intenssidade o que lhe fosse dado. Ilusão. Coisa de cinema. Que tolo pensar assim. Mas a vedade tem que ser dita e aà está, tal qual foi sendo inventada ao longo dos anos de existência de uma grande mente ausente. Talvez seja esta a minha carta de amor. |
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anninha - apschs@uol.com.br 19-08-2003 02:48
Adorei o texto, Rafa! Agora, quem sabe a carta de amor saÃsse se, ao invés de pensar nas infindáveis cartas de amor já escritas, vc pensasse na sua. Naquela carta que não precisa ser chamada de carta de amor, mas de carta que fala verdade de uma determinada coisa que se sente, mas que tbm não sente necessidade de ser rotulada como amor. Não é preciso dizer “eu te amo” pra escrever uma carta de amor ou pra dizer exatamente isso… |
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Rafael - rafael@cronistasreunidos.com.br 19-08-2003 03:11
Pois é….. eu estava……rs* |
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anninha - apschs@uol.com.br 20-08-2003 12:29
*rs* |
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Nicamu - nicamu@hotmail.com 21-08-2003 11:39
Depois, com certeza, comento mais… |
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Dalton - dalton@alphanet.ne.jp 22-08-2003 10:07
E ai, Rafa! Voce me deve essa!!! |
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Nicamu - nicamu@hotmail.com 22-08-2003 10:41
O amor crônico… Como viu, acima, eu já falei para o Dal |
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Rafael - rafael@wg.com.br 22-08-2003 11:20
Uf! Respira, respira ……….. uf ………. vc não pode ficar falando isso, eu tenho problemas cardÃacos. Beijo, Mo. |
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anninha 24-08-2003 08:58
Ai, gente! |
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Carlita - rabisque@hotmail.com 26-08-2003 04:05
Simplesmente lindo! |
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anninha - apschs@uol.com.br 27-08-2003 03:41
Putz! Só mesmo aqui pra encontrar com a patota quase toda, hein?! |
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Nicamu - nicamu@hotmail.com 30-08-2003 07:31
Olá amiguets (Anninha) |
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anninha 01-09-2003 06:10
Percebi e adorei! |
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anninha - apschs@uol.com.br 02-09-2003 07:48
Engraçado qto amor ronda uma carta de amor, não, Rafa?! |
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Rafael - rafael@wg.com.br 03-09-2003 05:27
Sem dúvida o tema ajuda. |
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Nicamu - nicamu@hotmail.com 03-09-2003 08:22
Alguém tem que começar!!! (Anninha)E o mé, capilé? Pode ser na Pç da Sé? |
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anninha - apschs@uol.com.br 04-09-2003 12:02
Não só pode, é! |
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Nicamu - nicamu@hotmail.com 13-09-2003 12:48
Toda vez que a saudade aperta, entro aqui para ler essa crônica, |
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Alex Sandri - sandrirf@ig.com.br 19-10-2003 09:25
Boa Noite!! |