Cueca

Engraçado reparar nessas coisas, mas foi inevitável. Estava eu no dentista quando inventei de ler alguma coisa, já que a colsulta estava atrasada. Dentro das múltiplas escolhas que eu tinha, peguei a porcaria da revista Cláudia, eu acho; ou era a revista NOVA . . . Fui então ler alguma coisa pra distrair a cabeça e não pensar na droga do motorzinho assassino. Impressionante o que a gente encontra nestas revistas, por exemplo, você sabia que 67% das mulheres não aprovam as cuecas com estilo shortinho (êta palavrinha ruim de escrever) “Carla Perez”? No momento em que eu li, eu tive um choque, afinal, o que seria uma cueca estilo shortinho “Carla Perez”?

Passado o episódio do dentista eu comecei a pensar além da “Carla Perez” e imaginar porque cargas d’agua a maioria das cuecas têm que vir com uma droga de uma estampa ou etiqueta G-I-G-A-N-T-E da marca bem no front de ataque. Afinal, trata-se de um momento íntimo, imagina você em pé com suas calças sendo descidas lentamente, o tesão vai aumentando até que aquela coisa enorme – estou falando da marca da cueca – aparece na frente da moça; cara-a-cara com aquele desenho ridículo ela começa a rir, e você, ainda constrangido, sobe as calças, sai correndo e nunca mais liga pra ela. Fica pensando, imaginando – durante dias – quem foi que, por Deus do céu, inventou de colocar aquela “joça” bem ali na frente, mas atenção, isso só acontece em um estágio avançado da conciência sobre a cueca que você veste, caso contrário você vai ficar pensando e imaginando – durante dias – que sua preformance ou fisiologia não foram tão bem quanto você imaginava.

O mais engraçado é que apesar de toda essa possibilidade, nós homens não damos muita atenção para esse tipo de vestimenta e pouco ligamos. A praticidade impera na mente masculina, coisas do tipo: “vou tirar mesmo, quem liga?”, ou “vai ser no escuro, ela não vai ver …” . Deste pensamento troglodita surgem as cuecas roxas, as furadas, sem elástico, sem estilo, passando longe de qualquer coisa atraente para as mulheres, pelo que li na revista. Na verdade, quem lê esse tipo de publicação percebe que existe um discurso muito além das entrelinhas que põe em cheque a utilidade masculina e a atração feminina por nós, exemplos de insensibilidade e truculência. Homem não sabe se vestir, não sabe o que elas querem, não sabe de nada.

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