Diálogos improváveis

Mogadishu,
uma rua qualquer:

Vai, toca a bola pra mim! Lança!
Na direita, vai, vai!
Olha a janela, caramba!
Nunca mais jogo com você. Você é muito ruim!
Na porta, a mãe chega e grita impaciente com o filho: menino, vem que o jantar tá na mesa!

Na cademia,

Oi Márcia? Como vai?
Bem.
Quanto tempo, hein? Desde aquela festa na casa do Ricardo Leal, lembra? A gente subiu no quarto dele e ele estava lá com a namorada. A maior gafe, lembra? Foi ótimo né? E você, me conta menina! Você está ótima!
Obrigada.
E o namoradão? Vai casar?
Ainda não.
Soube que o Péricles, daquele jeito, conseguiu casar? Vai ter um filho agora em Dezembro, e tudo!
Soube.
Nem te conto, menina, a Jú – lembra a Jú? – tá e-n-o-r-m-e você já viu? Quem diria, linda do jeito que era e vai terminar desse jeito, sozinha; sem ninguém pra conversar. Pode? Eu que não fico assim não. Mas acho que isso é coisa lá de cima, só porque ela esnobava agente com aquele cabelo lindo que ela tinha, tá lembrada? Bem feito.
. . .
Eu bem que sabia. Não é não?
. . .
Você ainda tá indo ao clube?
. .
Eu vou sempre.
. . .
Bom mais tarde a gente se fala ok? Beijos.
Tá.

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1 Comentário on "Diálogos improváveis"

  • anninha diz

    num tendi!

    será que meus genes portugueses estão cada vez + aflorados???

    bjo

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