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Na labuta - (12-12-2005) Se a intenção era escrever, comecei. Já não era sem tempo. Pois sempre falta um tema pertinente. Você começa a escrever e sempre perde o fio da meada, ou a auto-crÃtica acaba por amassar o papel e jogá-lo longe. Sim eu ainda escrevo em papel; é…com lápis ou caneta, rabiscos, furos, assim: romântico e ao mesmo tempo viceral (vai rabiscar uma frase que você achou uma merda, lá no computador, vai). Descobri, também, que não só gosto de escrever em papel como também gosto de escrever sozinho. Logicamente que escrever sozinho é uma redundância pois a escrita tem seu charme exatamente no fato de disponibilizar este encontro Ãntimo autor-obra. Repare que não está no plural. Escrevendo, e só escrevendo, você percebe o quanto isso desenvolve, por exemplo, a inteligência. Você pode escrever sobre alguém muito inteligente talvez um Nobel de fÃsica. Escrever desenvolve suas habilidades sociais. Um copo de cerveja, amigos, você vai escrever como nunca. Por conta de escrever você acaba criando um certo senso crÃtico captador de temas e é aà que você pode sofrer baixas. Se por algum motivo seu senso crÃtico captador de temas ficar confuso ou incomunicável, você acaba despejando-desperdiçando muitas letras e energia falando sobre coisas que nada interessam. Isso costuma ter uma frequência inimaginável e se tradz em um termo bastante explicativo e portanto claro: picaretagem crônica (ou vice-versa). Nos idos da ditadura (já vai tarde!) espaços ocupados por receitas e poesias eram usados…bom você deve conhecer esta história; mas só que você não percebeu é que uma poesia ou receita ocupavam com louvor o lugar de muitas colunas e/ou textos que hoje estão aÃ: picareteando. Porque não acabar com isso, porque os jornais têm que ser imensos, porque as revistas têm que ser semanais? Escreve quando tiver o que escrever e pronto! Ah! e quer saber? Acho que já deu o número de caracteres da minha coluna semanal e vou acabar aqui mesmo. Tô de saco cheio dessa vida! Tchau. |
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Rafael…. 12-12-2005 01:46
n‹o misturemos as coisas! |
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Zé - jicmendes@gmail.com 12-12-2005 03:53
De acordo com uma crônica anterior, deve ser possÃvel comprar picaretas na cidade de São Paulo à s três de manhã. E antes que eu me esqueça, “Squish” é uma obra-prima do concretismo em forma de crônica! |
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Paulo - link 12-12-2005 04:21
Zé, |
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Murilo Boudakian Moyses - murilo@cronistasreunidos.com.br 12-12-2005 10:53
Hum, vou comprar uma picareta. |
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Kris - link - kris@cronistasreunidos.com.br 12-12-2005 11:20
Mais uma para a coleção…vai fazer companhia para squish… |
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Ricardo - link - ricardo@cronistasreunidos.com.br 12-12-2005 12:26
aeee! |
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Zé - jicmendes@gmail.com 13-12-2005 09:58
Penso que se trate de uma reflexão auto-reflexiva de um autor em busca de um tema, de um texto, de si mesmo. |
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malena 14-12-2005 02:45
gostei do texto! mas se não houver um prazo pra entregar certas coisas…vai ficar tudo tipo as crônicas do Leo em Cuba! Imagina a Folha ou o Estado saindo uma vez por semestre? Heheheh… |
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Zé - jicmendes@gmail.com 16-12-2005 09:14
Por falar em Nobel, para quando é o nosso? |