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Ser brasileiro é coisa de cinema - (06-07-2006) E se eu fizesse. Será que você saberia? E se eu fizesse tudo o que eu pensasse, agora, com você. E se eu ti desse um soco na cara só pra ver como o seu batom ficaria; misturado com o sangue dos meus dedos. Tem gente que não entende, diz que é violência gratuita. Uns tentam fazer academia, aerobox, body pump, box-sei-lá-o-que. Que merda é essa? Não há nada como um soco bem dado. Mal sabe aquele que nunca socou; dói. Machuca. Se você não firmar a mão você se machuca mais. Cerra o punho, firma o pulso e dá. Mas tem que ter mais força na hora em que alcança o alvo e não na hora que começa o movimento. Esse é um dos erros mais primários. Muitos outros tentam acabar com isso indo aos jogos dos seus times. Tolos. Nesses lugares não se briga. Só se apanha. Surra bem dada é surra cara-a-cara, mano-a-mano. Nada dessas brigas em danceterias, bares ou jogos de futebol. Isso não é briga. Muito menos briga como a nossa; tem briga, até, que a gente nem se encosta. E se você me perdoasse pela incapacidade de te dar esse prazer, perdoasse as vezes que eu não soube te entender. E se eu pudesse fazer tudo aquilo que eu pensasse e quisesse; ir à quermesse, talvez. Comer algodão-doce e maçã-do-amor. Te deixar com dor sem falar do seu vestido novo. Rasgá-lo inteiro, pedaço por pedaço desse pano imundo que seu corpo preenche, ponto-a-ponto de cima abaixo. Porquê? Hã, porquê? Porque eu estou com tesão e você sabe; é isso que eu faço. Fico com tesão. Mas é só com você e esse seu rostinho lindo. O que eu faço é pra te ensinar, ensinar que só eu posso te salvar. Só eu sei o que você precisa. E se eu dissesse tudo o que quisesse? Se eu pudesse dizer tudo o que eu quisesse, eu diria, aqui e agora. Eu te amo. |
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Ricardo - link - ricardo@cronistasreunidos.com.br 12-07-2004 09:22
Fazia tempo que não via essa pegada, Mamute. Parabéns! |