Ser brasileiro é coisa de cinema

E se eu fizesse. Será que você saberia? E se eu fizesse tudo o que eu pensasse, agora, com você. E se eu ti desse um soco na cara só pra ver como o seu batom ficaria; misturado com o sangue dos meus dedos.

Tem gente que não entende, diz que é violência gratuita. Uns tentam fazer academia, aerobox, body pump, box-sei-lá-o-que. Que merda é essa? Não há nada como um soco bem dado. Mal sabe aquele que nunca socou; dói. Machuca. Se você não firmar a mão você se machuca mais. Cerra o punho, firma o pulso e dá. Mas tem que ter mais força na hora em que alcança o alvo e não na hora que começa o movimento. Esse é um dos erros mais primários.

Muitos outros tentam acabar com isso indo aos jogos dos seus times. Tolos. Nesses lugares não se briga. Só se apanha. Surra bem dada é surra cara-a-cara, mano-a-mano. Nada dessas brigas em danceterias, bares ou jogos de futebol. Isso não é briga. Muito menos briga como a nossa; tem briga, até, que a gente nem se encosta.
Eu estou, aqui, falando de um soco bem dado, sem defesa. Plástico. E se você gostasse, o que seria? Sodomia. Pede que eu bato. Pede, vagabunda, pede!

E se você me perdoasse pela incapacidade de te dar esse prazer, perdoasse as vezes que eu não soube te entender. E se eu pudesse fazer tudo aquilo que eu pensasse e quisesse; ir à quermesse, talvez. Comer algodão-doce e maçã-do-amor. Te deixar com dor sem falar do seu vestido novo. Rasgá-lo inteiro, pedaço por pedaço desse pano imundo que seu corpo preenche, ponto-a-ponto de cima abaixo. Porquê? Hã, porquê? Porque eu estou com tesão e você sabe; é isso que eu faço. Fico com tesão. Mas é só com você e esse seu rostinho lindo. O que eu faço é pra te ensinar, ensinar que só eu posso te salvar. Só eu sei o que você precisa. E se eu dissesse tudo o que quisesse?
Eu diria a toda hora, pra qualquer bêbado ou bancário que me parasse na rua, pra qualquer sujeito vestido de laranja ou de sapato bicolor; eu diria a qualquer militar ou civil, qualquer boneco de posto ou homem placa – vendo ouro, vendo ouro -, qualquer sacristão ou michê.

Se eu pudesse dizer tudo o que eu quisesse, eu diria, aqui e agora. Eu te amo.

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2 Comentários on "Ser brasileiro é coisa de cinema"

  • Fazia tempo que não via essa pegada, Mamute.

    Parabéns!

  • queria saber mas sobre os cronistas brasileiro

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