Travessia de Vida

As caspas se foram, ficaram-se os fios; brancos também.

Achando bom saber das coisas, ser mais velho e maduro. Fato é que o niilismo passou a ser uma força incontrolável que de existente, começa a ser preponderante; e nesse oceano sem fim que é a vontade humana, acabo chegando há uma baía, lindíssima, onde o sol te aquece sem queimar a pele, onde a brisa fresca te traz o alívio, onde a natureza estanca o mar.

Para aqueles que tanto navegaram e outros oceanos conheceram, um fim de mar, um pisar na areia, voltar-se para o infinito azul. Você se acomoda na sombra e se deixa levar sem vontade, só observação, comtemplação do ir e vir das marés, dos barcos novos quebrando a arrebentação e a sua certeza de que, se não nessa, em outra baía, ele atracará; talvez daqui há 20, 30 anos; ele atracará.

Aqui é bom, fresco, confortável e belo. Ver o que vi, saber o que sei e ter convicção que ainda é pouco…é plausível mas não reconfortante, porque tem mais… mesmo que aos olhos, agora, seja tudo o mesmo; mesma água, mesmo sal, mesma onda e mesmo vento.

Procuro um lugar para me lançar ao mar novamente, mas aqui continua bom e isso eu não sei resolver.

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