Na avenida solidão

Na avenida da solidão, você pode encontrar a paz. Um sossego inebriante, distinto da tristeza e amargura que acompanham a própria idéia de solidão.

Lá você pode enlouquecer da forma mais pura, por prazer, pelo simples fato de poder; correr em círculos fazendo caretas como as que você fazia quando era criança. Se você ainda é, faça o que quiser.

Você pode desfrutar do egoísmo sem que isso seja uma questão de vida ou morte. Seu jeito, suas maneiras. Não descuide da higiene. Pode planejar e executar seus pensamentos, também pode ignorá-los.

Na avenida solidão, o sentido é único. Você pode acelerar em qualquer direção e só encontrará um obstáculo se você mesmo o colocar ali. Normalmente você pode desviar dos buracos em que a vida te joga, dos barrancos em que ela te empurra, aqui você é o super herói, a lei da gravidade é apenas uma hipótese e se estiver confortável, você pode ficar.

Mas não se acostume com tanta facilidade, obedeça as regras e seja prudente.
Preste atenção aos sinais e pare, antes que não saiba mais qual direção tomar.
Afinal, em algum momento você pode querer contar tudo isso pra alguém.

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