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Pra Não Dizer que Não Falei Sobre Rimas - (24-08-2001)
Um dias desses, estava eu, folheando um livro,
desses bem famosos, quase como um Calvino,
e para minha surpresa, confesso, fiquei estupefato,
toda a obra, sim toda ela, estava escrita em verso.
Assustado com essa possibilidade,
pensei em quão Ãnfima é minha capacidade,
já que muitos dos clássicos, em prosa nunca escrevem,
e eu para a rima completar, tenho que digitar Iêmem.
Muitas vezes, na música, vemos rimas de extremo primor:
Como naquelas em que rimam amor,
Com algo tão oposto como a dor.
Mas a lÃngua portuguesa, meu caro,
pode muitas peças a nós pregar,
fazendo uma riminha funcionar,
com “vesÃcula biliar”!
E eu que há algum tempo, tento textos criar,
acho que talvez agora, fosse prudente parar,
porém por respeito a você, meu querido leitor,
mais um pouco ainda vou insistir,
Ainda mais se entre vocês, eu encontrar um vizir !
Escrever rimando, só se aprende tentando,
mesmo que para isso, acabe-se errando
ou ainda mesmo, apelando. Quer ver como ?
Tentando, tentando, tentando …
E por aà vou seguindo, aos poucos admirando,
como algo tão delicado como um alfinete,
pode ser esmagado, e ao mesmo tempo rimado,
com um pesado e nervoso porrete.
Agora sim, que quase uma página acabei de completar,
posso enfim sossegar, relaxar, e até me deitar,
e com esse estranho texto, de uma vez por todas, acabar.
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