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Papo-cabeça - (08-10-2001)
Numa conversa não muito comum dentro de um quartel, um tenente conversa com um subordinado, tentando entender o que ele realmente pensa.
-Sim senhor, senhor!
-Você está tirando sarro da minha cara, peixe!
-Não senhor, senhor!
-Então por que toda vez que você se refere a mim, usa o “senhor” duas vezes?
-Porque sim senhor, senhor!
-Porque sim não é resposta idiota, idiota!
-Desculpe senhor, senhor!
-Não tem de quê, de quê!
-E agora, agora ?
-O quié, quié ?!
-O que eu faço, eu faço ?
-Sei lá, sei lá!
-Mas o senhor é que é o senhor, senhor!
-Não me diga, me diga ?! Mas você não me respondeu ainda, ainda!
-O quê senhor, senhor?
-Por que você sempre usa o “senhor, senhor”?
-Porque todos falam -”senhor, senhor!”- senhor, senhor!
-Puta merda, não sou surdo, pára de gritar na minha orelha! Caso você não consiga perceber eu estou do seu lado, e não do outro lado de uma trincheira!
-Desculpe senhor, senhor.
-E se todos forem pro Afeganistão matar Antraz a tapa, você vai também, cabo?!
-Sim senhor, senhor!
-Mas que besta, que besta!
-Abaixo ao Taleban senhor, senhor!
-Acima a estupidez, George Bush!
-Heim?
-Deixa quieto, você é burro demais pra entender o que eu estou falando.
-Sou burro, bem burro!
-Isso, isso mesmo!
E quando mais achamos que estamos longe de situações como esta, aparece um caipira metido a presidente pra mostrar que nada disso morreu.
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