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Uma Noite Qualquer - (20-12-2001) Era uma festa tÃpica dos anos 2000. Muita bebida, algumas drogas, techno inundando os ambientes e gente de todos os tipos. Almeida circulava na pista meio perdido. Ele não estava mais acostumado a festas assim. A calça jeans com cinto e a camisa de botão já não faziam o sucesso de antigamente. O velho cigarro de cravo Gudam Karan, então, nem pensar! Quando ele começava a se empolgar com algumas músicas mais parecidas com as do começo do anos 90, a batida parava, as pessoas continuavam se movendo e algo estranho acontecia, como um discurso do Martin Luther King, ou então Deus falando sobre a sua suprema criação. Kelly Maluquete se aproximou dele e com um ácido na ponta do dedo e disse: -Fala aÃ, Mino! Bem loco esse seu visu meio retrô. A música estava muito alta. -TaÃ, o Lóqui nem tchum proqu’eu falei! A música estava definitivamente alta. -Tá na mão, trutinha! E sem que ele esboçasse qualquer reação, Kelly enfiou o seu dedo doce dentro da boca do Almeida, que não entendeu nada. Ele estava com fome, mas nem tanto. Kelly, então, começou a beijá-lo, lambendo seu dedo, sua lÃngua, tentando roubar um pouquinho daquele ácido, e ele que só fechou os olhos depois de uns 10 segundos de beijo, resolveu entrar na dança, se é que tinha dança para aquele bate-estaca maluco. Quanto mais tempo passava, melhor Almeida e Kelly Maluquete se entendiam. Ou melhor, ele não entendeu uma palavra do que ela disse, e ela adorou aquilo. Lá pelas 07h30 da manhã, Almeida já estava deitado no meio da pista olhando para o céu estrelado, e mostrando as poucas constelações que conhecia para Kelly Maluquete e um gnomo que conheceu um tempo depois do doce beijo. Kelly gargalhava, já que eles estavam deitados dentro de uma sala fechada, e não havia céu, estrelas e muito menos gnomo. Aquele cara sabia divertir uma mulher como ela. Logo depois, os dois começaram a dormir. Ali mesmo, no meio da pista. No final da tarde Almeida acordou, sozinho. Não havia mais ninguém dentro da sala. Ele procurava o céu estrelado, aquela garota doida que ele nem conseguiu saber o nome, e até o anão engraçado que conheceu durante a noite. Ninguém estava lá. Sem opções, Almeida foi embora e nunca mais teve uma noite como aquela. |
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Anninha - apschs@uol.com.br 05-01-2002 04:24
Coisas assim são singulares. Que bom! Do contrário perde a graça! *rs* Benvindos de volta! |
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paulo roberto vasconcellos - prvasc@terra.com.br 08-01-2002 02:48
pô, vou ter que jogar fora minha camisa xadrês, meu cinto trançado e o meu fareheit… Vou ter que vender meu gsi conversÃvel… Aà quem sabe eu vejo a “mulherada muito louca com doce na boca” como diz o idiota do Charle Brown JR. |
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paulo roberto vasconcellos - prvasc@terra.com.br 09-01-2002 02:22
lembrei de ter ouvido uma conversa de dois adolecentes: um cara tava falando pra menina que a galera da geração dela é totalmente diferente da dele, na época dele era diferente, coisa e tal. Detalhe: Ele tinha 17 e ela 15. Vai entender. |