Inagurando a série “Filosofia de Botequim” – Banheiro Feminino

Fico imaginando o banheiro feminino, mais precisamente na cabine com espaço reservado para deficientes: Meia rotação anti-horária do suporte do papel higiênico deve funcionar como a chave de uma passagem para o salão secreto que interliga, de alguma maneira que não podemos explicar, todos os banheiros femininos do Mundo!

Neste, acontece o maior campeonato de jogos de mesa do Globo terrestre: pebolim, pingue-pongue, sinuca, variações da mankala africana, carteado, e etc (todos estes disputados em duplas, é claro).

Lá, as mulheres se digladiam (acreditem em mim, digladiar é com “i”, também achei estranho …) em torneios simples, jogos de exibição, quadrangulares do tipo mata-mata, pontos corrido, liga nacional e até, vejam vocês, copas do mundo.

É por isso que as mulheres estão sempre tão preocupadas em ter algo para retocar a maquiagem. Ou você acha que um semblante plácido resiste à final de um campeonato mundial de pebolim contra vietnamitas gêmeas que trabalham de hostess num restaurante exótico do sul da Finlândia? Impossível!

Talvez você esteja estranhando este começo incomum de crônica. Mas depois de anos de estudo acabei por formular a teoria que explica, pelo menos para mim, um dos maiores mistérios da Humanidade. Por muitos anos, acreditamos que as nossas companheiras e amigas, fossem fofocar ou apenas retocar a maquiagem nos banheiros de estabelecimentos públicos que freqüentamos. Mas pensem bem, nada disso explica a compulsão mortal delas em irem acompanhadas ao sanitário.

Não sei se vocês repararam, mas mesmo quando recém-conhecidas, duas mulheres fazem questão de irem ao banheiro juntas. Não é difícil concordar que elas ainda não tem intimidade suficiente para fofocar. E quase sempre as maquiagens ainda estão intactas. Então porque isso sempre acontece?!

A questão é: ” – Como vou disputar o campeonato sem uma parceira? Preciso de alguém … tudo bem, vai. Vou com essa mocréia mesmo!”.

Nós, os homens, temos a mesma compulsão quando falta apenas uma pessoa para completar o time num jogo de futebol. Na dúvida, pegamos até o entregador de pizza que passa pelo local e escuta um: “Hei! Quer entrar meia-horinha aqui pra completar o time. A gente paga sua parte. E cobrimos o “prejú” da pizza também, vem aí!”

Portanto, não se engane companheiro. A competição é a verdadeira explicação para a obrigatoriedade das mulheres em freqüentar um banheiro público em duplas. E não estou falando no sentido metafórico, dentro da fogueira das vaidades. O negócio é pra valer. E a julgar pelo tempo que elas demoram lá dentro, acho que corre muito dinheiro por lá!

Compartilhe!

4 Comentários on "Inagurando a série “Filosofia de Botequim” – Banheiro Feminino"

  • Juliana K. diz

    …capoeira, hapkido, tênis de campo e até polo aquático, pode crer!! E o mistério continua…

  • anninha diz

    Pois é! Imaginem vcs, homens, capeonatos para todos os gostos recheados por mulheres para todos os gostos… privilégio feminino esse mundo dos sonhos de todos os miçoilos. Algum privilégio a gente tinha que ter…

    P.S. Na comemoração de aniversário e sei lá qtos page views, alguns convidados cronísticos tiveram o privilégio de fazer um city tour pelo mundo feminino do “Orra Meu”, mas pra passar pelo portal, só mocitas mesmo…

  • Rafael diz

    Cara, você está bem?! O que deu em você? hehehe

  • Paty diz

    Ricardo dessa vez vc se superou!! Vcs homens ainda não adivinharam… Mas valeu pela tentativa!!! Continue tentando!!!!

    Beijos

    Paty

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *