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Pós Scriptum - (14-09-2003) Acho que pouca gente sabe, mas o “P.S.” (conhecido popularmente como “P.S.”) é um recurso muito antigo, utilizado após a assinatura final das cartas escritas à mão (isso mesmo, sem teclado), quando se percebia que algo deveria ter sido escrito, mas foi esquecido. Por uma incrÃvel coincidência, o “P.S.” foi teletransportado do papel para o monitor, e nós (que nunca mais escrevemos uma carta) ainda utilizamos esse interessante recurso, o que é bem incoerente, se levarmos em conta que em qualquer editor de texto, temos todos os recursos para adicionar um novo trecho no corpo de uma carta (perdão, e-mail) já redigida. Por muito tempo fiquei me perguntando o porquê da sobrevivência desta solução. É como ver alguém desprezar o controle remoto de uma TV, pela força do hábito de se levantar em todos o intervalos para dar uma zapeada nos seus 128 canais a cabo. Não faz muito sentido. Depois de muito observar e pensar, cheguei há algumas conclusões. Isso acontece: Em primeiro lugar pela preguiça. Tem muita gente que não tem mÃnima a decência de rever seus próprios e-mails, e caso se lembre de qualquer coisa depois de escrever ” []’s ” acrescenta um “P.S.zinho” pra não ter que pensar onde colocaria mais um assunto no meio do seu texto. Num caso mais nobre, o “P.S.” é usado por educação quando não se tem assunto com o destinatário. Por exemplo, quando você escreve por um motivo qualquer para alguém com quem não conversa há algumas décadas: P.S.: E aÃ, primo?! Tudo bem com vc? Como vai a vida?” “Fala Almeida, belezinha?! O churrasco na casa da Lurdinha foi um espetáculo, né ?! Aliás a Lurdinha na piscina tava coisa de louco … Aqui vão as fotos que tirei com a minha camerinha digital. Dá uma olhada com calma pra ver se lembra de algo … hehe (você travou, heim?!) Abs! P.S.: Não esquece de que terça-feira é o dia do nosso jogo de bocha.” Cê viu que louco o lance do cachorro da tia Margarida, véio?! 27 cadelinhos! Mó doideira! Bom, acho que é só ! P.S.: Quando você vai me pagar a droga guitarra que você quebrou imitando o Jimmy Hendrix naquele dia?!?!” Não sei se você está lembrando de mim … mas aqui é a Lú da Escola Moreira Salles, lembra ? (a Lú foi tudo que o pobre do Heraldo desejou durante todo o ginásio e colegial); Eu sei que a gente não se falava muito no colégio (a Lú nunca olhou pro Heraldo naquela época). Mas acabei me lembrando de você um dia desses, quando te vi naquele programa sobre super-executivo-milionários do novo milênio. Parabéns, viu! Fiquei super orgulhosa. Manda notÃcias … tou com saudade! P.S.: Ah … só pra saber, você sabe de alguém que possa precisar de uma secretária bilÃngüe (português fluente!) ?” Aqui é o Alfredo. Como vão as coisas por aà na pós-gradução? Legal … bom saber … Bom … é isso aÃ. Té mais! P.S.: A Mãe morreu.” É por esses e outros exemplos, que acabamos entendendo porquê o “P.S.” sobrevive e deve permanecer entre nós, ainda por muito tempo. P.S.: É claro que eu não poderia deixar de fazer essa piadinha sem-graça no final dessa crônica. P.P.S.: Entendeu ? |
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Juliana K. - juliana.k@terra.com.br 15-09-2003 07:44
Muito bom! |
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Rafael - rafael@wg.com.br 15-09-2003 08:43
Muito Bom. A piada era essencial para o fim. Show. |
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Verônica - link - veronica-almeida@uol.com.br 15-09-2003 12:35
Na verdade nunca tinha pensado nisso. Ficou muito legal…parabéns! Bjos!!! |
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Jackie - link 17-09-2003 11:27
(gargalhadas) |
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Rodrigo - romonzillo@hotmail.com 19-09-2003 08:58
Como se volta para a página principal? Ah? |
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Patricia Zayat - patriciazayat@ig.com.br 27-09-2003 08:37
Sempre achei o “P.S.” muito mais interessante que a “OBS.”, so nao entendia o porque… Muito legal! |
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Moldador - link 27-09-2003 12:17
Com a invenção dos comandos de voz e arquivos de áudio compactados, por que ainda usamos esta calculadora de 102 teclas para escrever? |
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Pam - comercial@folhametro.com.br 30-09-2003 08:55
Oi Cá! Tudo Bem? |
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Juliana 02-10-2003 05:52
Eu ainda escrevo cartas com P.S.! |
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Rapunzel da Silva - link 29-10-2003 12:46
Muuuuito bom esse texto, ops, crônica. Pergunta: Por que não tem o nome do autor nessa página? E ai, como faço um copy/paste ou qualquer coisa do gênero se não tem o “dono” para dar os créditos? |
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Gorette - gorette21@zipmail.com.br 20-12-2003 01:33
Gostei muito da maneira como descreveu o salto. Muito mesmo. Deu para sentir cada etapa do pulo e eu me sinto frustrada de nao ser uma contadora de causos tão boa. P.S. O do P.S tb foi muito bom! rs |
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Smylodon - jairo_xavier@hotmail.com 20-11-2008 17:59
Muito bom o texto… mas acho q faltou o motivo do P.S. ser o curativo depois da “pedrada”… Como se quisesse se livrar da culpa do q disse. “Ou Teo… tava conversando com sua mulher e ela me disse q vc tá o maior vagabundo… Eu acho que vc tinha q tomar vergonha na cara e mudar de jeito, largar farra, trabalhar, cuidar do seu filho… P.S.Isso é o que eu acho, mas cada um é feliz do seu jeito e tem q fazer o q bem entender” |