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Portas - (04-04-2005) Pode-se saber muito de uma pessoa pelo jeito em xque ela abre uma porta. Fazendo uma análise mais simples e rápida, dividimos a humanidade (com exceção dos astros pop que não precisam exercer essa atividade) em dois tipos de pessoas: aquelas que empurram/puxam a porta antes de virar a maçaneta, e aquelas que viram a maçaneta e só depois empurram/puxam a porta. Os seres da primeira espécie são relativamente espalhafatosos. Podem ser notados a um, ou até dois, ambientes de distância. Isso porque o choque ocasionado entre o trinco e o batente, na tentativa de deslocar a porta antes do movimento completo da maçaneta provoca um estrondo alto e forte, que, comumente interrompe reuniões e aulas, acorda pessoas dormindo, provoca sustos em pessoas que são facilmente assustáveis e ainda avisam o jovem casal na sala que o papai bravo da menina acabou entrar na casa. Tira a mão da filha dele, antes que seja tarde. Os seres da segunda espécie tem um comportamento mais discreto. Podem entrar numa reunião em andamento sem ser notado, nunca acordam um colega de quarto, assustam pessoas facilmente assustáveis com um grito ou outro gesto mais efetivo e que não dependa do uso da porta, e são os piores pais de namorada que um jovem rapaz que está com a mão onde não deveria estar, pode enfrentar. Uma porta apenas encostada, e não verdadeiramente fechada, provoca uma catástrofe para os dois tipos de pessoas. No primeiro tipo, o efeito lembra uma pisada em falso, um empurrão na hora de entrar em cena, ou ainda, algo próximo de uma bala de canhão entrando na sala de jantar da sua namorada, quando todos o esperam. O problema é que o movimento de deslocamento da porta, deveras agressivo, não encontra a resistência devida e o corpo do infeliz acaba sendo projetado alguns metro além do espaço desejado, seguido de um leve deslocamento de ombro, já que a mão nunca se solta da maçaneta nesse tipo de episódio. No segundo tipo analisado, a decorrência não é de cunho fÃsico-performático, mas suas conseqüências não são menos graves. Um indivÃduo que apresenta esse tipo de comportamento é muito tÃmido, ou pelo menos, não deseja ser notado naquele momento. Nessa situação a vÃtima normalmente pressiona a porta no sentido contrário à sua abertura (puxa a porta quando esta deve ser empurrada para ser aberta, e vice-versa) antes de dar inÃcio ao giro da maçaneta. Tudo isso para não provocar nenhum tipo de ruÃdo, porém, nesse caso, a manobra acaba provocando um forte choque da porta com o batente em questão, afinal de contas, a porta está afastada alguns centÃmetros da sua posição ideal de descanso. Resultado: presencia-se um estrondo maior do que o provocado pelos seres do tipo 1. PoderÃamos passar horas discorrendo sobre o comportamento dos seres humanos que abrem portas. Temos, por exemplos, provas contumazes da relação direta entre a tipo de abertura de porta e os grandes gênios russos do Xadrez. Mas, no momento, não me sinto suficientemente a vontade para continuar o debate. Muito obrigado, e ao sair, por favor, feche a porta. |
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malena - cmalena@hotmail.com 05-04-2005 04:21
há há há…gostei mais da descrição da porta falsamente fechada! Muito boa… |
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Kris - kris@cronistasreunidos.com.br 05-04-2005 06:06
knock knock |
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Mára Pezzolo - link - marapezzolo@uol.com.br 05-04-2005 07:09
Algo me diz que você faz parte do segundo grupo de pessoas descritas nestes textos que prefiro chamar de Espreitadores, e não timidos. |
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Rafael 07-04-2005 01:06
Cara, seus textos est˜åo ficando insanos…… rs….. porém não menos bons. |