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Anos Quase Incríveis - (20-07-2005) Quem assistiu a TV Cultura nos anos 90 teve a oportunidade de curtir programas geniais, que infelizmente não estão mais na programação desta emissora cambaleante. “O Professor”, “As Aventuras de Tin-Tin”, “O Incrível Mundo de Beakman” e “Confissões de Adolescente”, são alguns dos programas que marcaram a infância e adolescência de muita gente nesta época. De todos, o mais famoso e que mais me marcou foi o seriado americano “Anos Incríveis”. Passado no final da década de 60 e começo da década de 70, conta a vida de um adolescente chamado Kevin Arnold, o protótipo perfeito do anti-herói, assim como qualquer garoto de 13, 14 anos, que não tem a sorte de ser o mais popular da classe. Além do protagonista, o seriado retrata a vida de todo o universo que gira em torno de um garoto dessa idade. Seus pais e irmãos, seu melhor amigo, sua vizinha e primeira namorada, colégio e etc. O que faz esse seriado ser extremamente especial, além da sutileza e bom gosto para lidar com todas as aflições e inseguranças da adolescência, é a participação do Kevin Arnold adulto, que atua o tempo todo “em off” narrando e comentando os episódios com a devoção de alguém que se lembra e conta para alguém seus melhores anos. Durante todo capítulo temos um “mentor” dizendo qual seria a melhor maneira de se enfrentar as situações, e ao mesmo tempo, um “discípulo” resolvendo os problemas da pior maneira possível, de forma exatamente oposta à apresentada pelo narrador. Assim como todos nós. Há pouco tempo, tive a oportunidade de assistir vários episódios dessa série e sofri, ri e me comovi do mesmo jeito, ou até mais, de quando assistia há 10 anos atrás. Mesmo “adulto” percebi o quanto as experiências de um jovem fictício viraram parte da minha vida e me fizeram bem, mesmo não resolvendo de forma prática nenhum dos problemas que eu tinha na época. E mais do que isso, independente da idade, começo a achar que a forma como lidamos com os problemas e principalmente como somos afetados por eles, não muda muito com a idade. Pensando bem … seria muito bom se toda noite eu ainda pudesse desligar o Mundo por meia-hora, sentar para jantar na frente da TV, e aprender mais um pouquinho sobre a vida com os ensinamentos do velho jovem Kevin Arnold. |
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Kris - kris@cronistasreunidos.com.br 21-07-2005 07:35
Uma das melhores séries da história mesmo… |
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Anonymous 25-07-2005 07:22
Oi Ricardo, td bm com vc? Bjos! |
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Veronica Almeida - veronica-almeida@uol.com.br 25-07-2005 07:23
Esqueci de assinar…hehehe, só eu msm! |
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Van - vandreza@hotmail.com 26-07-2005 04:52
Gostei do texto e me deu uma vontade de assistir de novo… ainda passa? Beijão pra vc! |
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Ricardo - ricardo@cronistasreunidos.com.br 27-07-2005 03:46
Descobri q passa na TV Cultura todo dia as 18h! Olha q bacana! |
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Danielle - dannydance@hotmail.com 24-08-2005 02:42
Também adoro “Anos Incríveis”. As falas do narrador soam tão diferentes agora, 10 anos depois de ter visto a série pela primeira vez! Acho que me emociono bem mais hj em dia, do que antes… O que fez eu me lembrar de minha avó, que na época tinha 65 anos, falando da maravilha que era essa série, e eu com apenas 11 anos, projetando na série as experiências que viria a ter. |