Anos Quase Incríveis

Quem assistiu a TV Cultura nos anos 90 teve a oportunidade de curtir programas geniais, que infelizmente não estão mais na programação desta emissora cambaleante.

“O Professor”, “As Aventuras de Tin-Tin”, “O Incrível Mundo de Beakman” e “Confissões de Adolescente”, são alguns dos programas que marcaram a infância e adolescência de muita gente nesta época. De todos, o mais famoso e que mais me marcou foi o seriado americano “Anos Incríveis”.

Passado no final da década de 60 e começo da década de 70, conta a vida de um adolescente chamado Kevin Arnold, o protótipo perfeito do anti-herói, assim como qualquer garoto de 13, 14 anos, que não tem a sorte de ser o mais popular da classe.

Além do protagonista, o seriado retrata a vida de todo o universo que gira em torno de um garoto dessa idade. Seus pais e irmãos, seu melhor amigo, sua vizinha e primeira namorada, colégio e etc.

O que faz esse seriado ser extremamente especial, além da sutileza e bom gosto para lidar com todas as aflições e inseguranças da adolescência, é a participação do Kevin Arnold adulto, que atua o tempo todo “em off” narrando e comentando os episódios com a devoção de alguém que se lembra e conta para alguém seus melhores anos.

Durante todo capítulo temos um “mentor” dizendo qual seria a melhor maneira de se enfrentar as situações, e ao mesmo tempo, um “discípulo” resolvendo os problemas da pior maneira possível, de forma exatamente oposta à apresentada pelo narrador. Assim como todos nós.

Há pouco tempo, tive a oportunidade de assistir vários episódios dessa série e sofri, ri e me comovi do mesmo jeito, ou até mais, de quando assistia há 10 anos atrás.

Mesmo “adulto” percebi o quanto as experiências de um jovem fictício viraram parte da minha vida e me fizeram bem, mesmo não resolvendo de forma prática nenhum dos problemas que eu tinha na época. E mais do que isso, independente da idade, começo a achar que a forma como lidamos com os problemas e principalmente como somos afetados por eles, não muda muito com a idade.

Pensando bem … seria muito bom se toda noite eu ainda pudesse desligar o Mundo por meia-hora, sentar para jantar na frente da TV, e aprender mais um pouquinho sobre a vida com os ensinamentos do velho jovem Kevin Arnold.

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6 Comentários on "Anos Quase Incríveis"

  • Kris diz

    Uma das melhores séries da história mesmo…

  • Anônimo diz

    Oi Ricardo, td bm com vc?

    Pois é, eu assisto sempre que posso realmente concordo com vc…é mto bom!

    Bjos!

  • Veronica Almeida diz

    Esqueci de assinar…hehehe, só eu msm!

  • Van diz

    Gostei do texto e me deu uma vontade de assistir de novo… ainda passa? Beijão pra vc!

  • Ricardo diz

    Descobri q passa na TV Cultura todo dia as 18h! Olha q bacana!

    Abraços e té mais!!

  • Danielle diz

    Também adoro “Anos Incríveis”. As falas do narrador soam tão diferentes agora, 10 anos depois de ter visto a série pela primeira vez! Acho que me emociono bem mais hj em dia, do que antes… O que fez eu me lembrar de minha avó, que na época tinha 65 anos, falando da maravilha que era essa série, e eu com apenas 11 anos, projetando na série as experiências que viria a ter.

    Hoje, com 20 e poucos anos, as expectavivas e as situações realmente vividas são tão diferentes! Mas sei também que “aconteceram na medida certa” para que fossem “meus melhores anos”.

    Concordo quando diz que mudamos muito pouco durante a vida ao lidar com as situações adversas e na maneira como somos afetados por elas, mesmo passando por GRAVES problemas.

    Acabo de tentar imaginar como será daqui alguns anos, quando nós seremos os narradores de nossos melhores anos… tema para uma próxima crônica.

    Um abraço,

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